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IGP-10 sobe mais que o esperado em abril, aponta FGV

IGP-10 sobe 2,94% em abril, acima do esperado, com impactos da guerra no Oriente Médio em insumos e combustíveis; IPA-10 avança 3,81%

Alta do petróleo tem influenciado na inflação, segundo registra o índice da FGV
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  • O IGP-10 subiu 2,94% em abril, após queda de 0,24% no mês anterior, superando a leitura esperada de 1,79% segundo a Reuters.
  • O IPA-10, que representa 60% do índice, avanzou 3,81% em abril, após recuo de 0,39% em março.
  • O IPC-10 registrou alta de 0,88% em abril, frente a variação positiva de 0,03% em março.
  • O INCC-10 subiu 0,88% em abril, com reajustes refletindo, entre outros fatores, custos com combustíveis.
  • Em 12 meses, o IGP-10 acumula alta de 0,56%.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 2,94% em abril, após uma queda de 0,24% em março. O resultado ficou bem acima do esperado e reflete as pressões da guerra no Oriente Médio sobre os custos de insumos.

O IPA-10, que mede preços no atacado e responde por 60% do índice, avançou 3,81% em abril, após recuar 0,39% no mês anterior. O IGP-10 acumula ganho de 0,56% em 12 meses.

O IPC-10, responsável por 30% do índice, registrou alta de 0,88% em abril, frente a 0,03% em março. No varejo, a gasolina subiu 6,38% no mês, sustentando a inflação ao consumidor.

O INCC-10, por sua vez, avançou 0,88% em abril, após 0,29% em março. O receituário de custos aponta que reajustes de combustíveis impactaram produtos com alto transporte, como cimento e concreto.

Impacto setorial e antecedentes internacionais

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a alta expressiva nos preços ao produtor decorre dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e se estende a insumos como ácido sulfúrico e fertilizantes, com elevações significativas.

Os custos de construção também foram influenciados por reajustes de combustíveis e derivados de petróleo, refletindo-se em itens de alto consumo de transporte, como cimento e massa de concreto.

Contexto e próximos passos

A guerra no Oriente Médio ampliou pressões sobre cadeias de suprimentos, elevando custos de insumos e segregando impactos para diferentes setores da economia. Em meio a tensões, negociações internacionais seguem em ritmo variável. As informações são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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