Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Impactos da guerra devem persistir mesmo com cessar-fogo, diz Oxford Economics

Oxford Economics aponta que a guerra reduz o crescimento global e atrasa a recuperação do setor energético e do transporte marítimo, com Ormuz ainda fechado

Puerto de Santos: Brasil registra un superávit comercial semanal
0:00
Carregando...
0:00
  • Oxford Economics afirma que o conflito no Oriente Médio reduzirá o crescimento global, elevará a inflação e manterá impactos no setor energético mesmo após o cessar-fogo.
  • A projeção de crescimento do PIB mundial para 2026 ficou em 2,4%, com 3% para 2027 e 2028.
  • Para o Brasil, a expectativa é de crescimento de 1,5% em 2026 e 2,2% em 2027; para o México, 1,2% em 2026 e 1,9% em 2027.
  • O Estreito de Hormuz deve permanecer praticamente fechado até o fim de abril; o tráfego marítimo pode subir a cerca de 50% em maio e junho, com recuperação gradual nos meses seguintes, e o Brent deve ficar em torno de US$ 113 por barril no segundo trimestre, caindo pouco abaixo de US$ 80 no final do ano.
  • O FMI revisou a previsão global de crescimento para 3,1% neste ano, citando o impacto da guerra e da crise do petróleo.

Oxford Economics aponta que os impactos da guerra no Oriente Médio vão além do cessar-fogo e afetam a economia mundial. Mesmo com trégua estável, a produção de energia e o tráfego marítimo devem demorar a normalizar. O relatório reiterou esse cenário.

Segundo a consultoria, o crescimento global será revisado para baixo. O PIB mundial deve avançar 2,4% em 2026, com previsão de 3,0% em 2027 e 2028. A inflação também deve subir diante da pressão de energia e commodities.

Para o Brasil, a projeção aponta expansão de 1,5% em 2026 e 2,2% em 2027. O México deve crescer 1,2% em 2026 e 1,9% em 2027, conforme o estudo. A leitura é de maior incerteza e efeito da escassez de energia, sobretudo na Ásia.

A análise cita que a queda nas projeções reflete interrupção prolongada do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Ben May, diretor de Pesquisa Macroeconômica Global, explica que esses gargalos elevam a demanda por petróleo e pressões inflacionárias.

Apesar de um cessar-fogo frágil reduzir riscos, a consultoria ressalta demora para a recuperação de energia e tráfego marítimo. O condicionante tende a manter as economias sob pressão no curto prazo.

Ormuz e impactos no petróleo

O relatório aponta previsão de o Estreito de Ormuz permanecer quase fechado até o fim de abril. A partir de maio, o tráfego marítimo deve crescer para cerca de 50%, com recuperação gradual nos meses seguintes.

O preço do Brent deve ficar na casa de US$ 113 por barril no segundo trimestre, caindo para pouco acima de US$ 80 no fim do período, conforme as premissas atualizadas. A inflação global pode chegar a 4,4% no pico do segundo trimestre.

A indústria de energia eleva a preocupação com custos de gás, fertilizantes e produtos agrícolas. As autoridades encaram o dilema entre subir juros ou manter a inflação sob controle com crédito disponível.

A Oxford Economics projeta que o Federal Reserve reduza as taxas em 25 pontos-base em junho e setembro. A tendência geral aponta para bancos centrais menos restritivos do que o esperado pelo mercado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais