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Mais de 70% dos brasileiros percebem alta nos preços dos alimentos

Mais de setenta por cento dos brasileiros percebem alta nos preços dos alimentos, enquanto oito por cento apontam queda, sinalizando pressão sobre inflação e contas públicas

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 brasileiros, entre os dias 9 e 13 de abril, por meio de entrevistas face a face e via questionários
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  • Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 72% dos brasileiros dizem que os preços dos alimentos subiram no último ano, ante 59% em março.
  • Apenas 8% percebem queda nos valores e 18% afirmam que os gastos nas gôndolas ficaram iguais.
  • O encarecimento dos alimentos é visto como desafio para o governo e para a economia do país.
  • O Boletim Focus estima inflação de 2026 em 4,71%, próxima meta diverge do esperado pelo mercado.
  • A alta de preços também é associada ao aumento do petróleo e do diesel, além de juros elevados e incertezas macroeconômicas.
  • A pesquisa foi realizada com 2.004 brasileiros entre 9 e 13 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

A pesquisa Genial/Quaest, publicada nesta quarta-feira (15), mostra que 72% dos brasileiros percebem alta nos preços dos alimentos no último ano. O levantamento aponta que a percepção aumentou desde março, quando 59% relatavam valorização.

Entre os respondentes, apenas 8% indicam queda nos valores dos alimentos, enquanto 18% afirmam que os gastos nas gôndolas permaneceram estáveis. O encarecimento é visto como um desafio para a economia do país.

Contexto econômico

O estudo destaca que a alta de alimentos coincide com pressão inflacionária mais ampla. O mercado projeta inflação acima da meta para 2026, com o IPCA estimado em 4,71% ao fim do ano, segundo o último Boletim Focus.

A disparada dos preços também é ligada ao cenário externo, como a alta do petróleo, que eleva o custo do diesel e provoca efeito cascata nos itens de prateleira. A percepção de piora econômica se mantém entre metade dos brasileiros.

O ambiente de alta taxa de juros atinge o setor empresarial, dificultando crédito e investimento. Recuperações judiciais no país atingiram patamares históricos, refletindo tensões no ciclo macroeconômico.

Especialistas apontam que soluções estruturais são necessárias, incluindo cortes de gasto público e um novo ajuste fiscal para enfrentar o desafio macroeconômico do país.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 2.004 brasileiros entre 9 e 13 de abril, por meio de entrevistas presenciais e aplicadas por questionário. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com confiança de 95%.

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