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PF aponta envolvimento de MC Ryan e dono da Choquei em lavagem de dinheiro

PF deflagra Narco Fluxo e aponta artistas e influenciadores como operadores de lavagem de dinheiro; esquema movimentou aproximadamente R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos

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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo para desarticular esquema de lavagem de dinheiro, com prisão de MC Ryan SP, Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira (Choquei).
  • Investigação aponta que o grupo movia recursos ilícitos na indústria da música e do entretenimento digital, totalizando aproximadamente R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos.
  • O esquema usava o “escudo de conformidade”: projeção artística e alto engajamento para justificar as movimentações financeiras.
  • Há indicação de conexão com o Primeiro Comando da Capital, com Frank Magrini listado como operador financeiro e pagamento de “mensalidades” a locais comerciais.
  • Na ação, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão, houve bloqueios patrimoniais e apreensão de veículos de luxo, com valores de aproximadamente R$ 20 milhões.

A Polícia Federal deflagrou na manhã de 15 de junho a Operação Narco Fluxo, visando desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. A ação ocorreu em vários estados do Brasil, com foco em empresas ligadas à indústria da música e ao entretenimento digital.

Entre os presos estão MC Ryan SP e Poze do Rodo, dois nomes de destaque no cenário musical, além de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. As investigações apontam que eles exerciam papel central na movimentação financeira da organização criminosa.

A PF aponta que o grupo utilizava a indústria musical como escudo de conformidade para legalizar recursos ilícitos avaliados em cerca de R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos. O esquema incluía uso de criptoativos e interposição de terceiros para ocultar a origem dos recursos.

Papel de artistas e influenciadores

Os investigadores afirmam que a projeção pública e o alto engajamento permitiram normalizar as movimentações. Ryan SP, segundo as apurações, ajudaria a legitimar o patrimônio, dificultando o rastreamento de recursos provenientes do tráfico de drogas e de jogos de azar.

Conexão com PCC e estrutura do esquema

Há indícios de ligação com o Primeiro Comando da Capital, segundo o que foi apurado. Um operador financeiro, identificado como Frank Magrini, é apontado como articulador do fluxo de dinheiro, com indícios de financiamento inicial da carreira de Ryan em 2014.

Mecanismos e números da operação

A investigação identificou três eixos: pulverização de receitas por meio de ingressos e ativos digitais, dissimulação com criptoativos e várias transações, além da interposição de terceiros para ocultar beneficiários. Ao todo, foram cumpridos 33 dos 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão.

Triagem de bens e desdobramentos

A operação autorizou o bloqueio de ativos, sequestro de bens e restrições societárias. A apreensão de veículos de luxo totalizou cerca de R$ 20 milhões. As ações ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Versões das defesas

A defesa de Poze do Rodo afirmou não ter conhecimento dos autos e que se manifestará à Justiça assim que tiver acesso aos dados. A defesa de MC Ryan SP disse que ainda não teve acesso ao procedimento, impossibilitando manifestação detalhada.

Panorama institucional

A PF ressalta que o objetivo é desarticular a organização criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. As investigações seguem para esclarecer envolvimentos e responsabilidades.

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