- Brasil emitiu cinco bilhões de euros em dívida denominada em euros, a primeira desde 2014, com três parcelas vencendo em 2030, 2033 e 2036.
- As captações foram lançadas com spreads de cento e quarenta e cinco, doiscentos e dez e duzentos e cinquenta e cinco pontos-base sobre midswaps, respectivamente, e ficaram mais apertadas que as estimativas iniciais.
- A operação envolve os bancos BBVA, BNP Paribas, BofA Securities e UBS Investment Bank, responsáveis pela venda.
- O Tesouro tende a recorrer a mercados internacionais com mais frequência a partir de 2026, incluindo emissões em dólares, euros e renminbi chinês, como parte de diversificação e construção de curvas de referência.
- O Brasil, com classificações Ba1 pela Moody’s e BB pela Fitch e S&P, busca reduzir dependência do dólar e ampliar a internacionalização da dívida, em meio a eleições de outubro.
O Brasil retornou aos mercados internacionais de dívida com uma primeira emissão de euro desde 2014, totalizando 5 bilhões de euros em três parcelas, com vencimentos em 2030, 2033 e 2036.
Os títulos devem ser precificados com spreads de 145, 210 e 255 pontos-base sobre midswaps, respectivamente, conforme uma fonte envolvida no processo, que pediu para não ser identificada.
A emissão em euros faz parte da estratégia do Tesouro de ampliar o acesso a financiamentos fora do dólar, seguindo a tendência de emissores de mercados emergentes.
O Ministério da Fazenda planeja, em 2026, ampliar emissões internacionais para dólares, euros e renminbi, com o objetivo de diversificar fontes de funding e construir curvas de rendimento de referência.
Segundo o governo, a iniciativa busca avançar a internacionalização da dívida pública brasileira, com o objetivo de reduzir dependência de uma única moeda.
A operação está sendo coordenada pelo BBVA, BNP Paribas, BofA Securities e UBS Investment Bank, que cuidam da venda e da distribuição entre investidores.
A aproximação das eleições presidenciais de outubro adiciona um componente político ao momento, com Lula e Flávio Bolsonaro disputando a preferência do eleitorado em cenários de pesquisa heterogêneos.
O Brasil continua classificado pela Moody’s como Ba1, abaixo do grau de investimento, e pela Fitch e S&P como BB, dois degraus abaixo.
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