- A Polícia Federal prendeu o advogado Daniel Monteiro, braço direito jurídico de Daniel Vorcaro, suspeito de facilitar propinas de 140 milhões a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em operações envolvendo seis imóveis de luxo.
- Monteiro atuou na elaboração da minuta do contrato de venda do Master à Fictor, negócio anunciado em novembro de 2025 e que fracassou com a liquidação do Master no dia seguinte à prisão.
- A operação de venda envolvia uma holding criada pelos sócios da Fictor e a holding de Vorcaro nas Ilhas Cayman, ligada a outras transações envolvendo precatórios de usinas de açúcar de mais de 500 milhões.
- Em entrevista ao Estadão, Monteiro disse não ter informações sobre a transação Master-Fictor, mas o contrato trazia o escritório como contato para assinaturas e cópias.
- A Polícia Federal sustenta que o escritório de Monteiro atuou em operações de lavagem de dinheiro da Tirreno, empresa usada por Vorcaro para aquisição de carteiras de crédito consignado supostamente fraudulentas para o BRB.
Preso pela Polícia Federal, o advogado Daniel Monteiro é suspeito de ter operado propinas do banqueiro Daniel Vorcaro ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A prisão ocorreu na esteira de investigações sobre a venda fracassada do Master à Fictor, na véspera da liquidação do banco.
Segundo apurações, Monteiro era braço direito jurídico de Vorcaro e tinha vaga na garagem e uma sala dentro do Master, conforme relatos de pessoas próximas ao banqueiro. A PF investiga repasse de cerca de R$ 140 milhões em propinas, possivelmente via seis imóveis de luxo.
Os documentos obtidos pelo Estadão indicam que o escritório de Monteiro elaborou a minuta do contrato de venda do Master à Fictor em novembro de 2025. Entre duas datas relevantes, a Fictor anunciou o acordo, e no dia seguinte o Master foi liquidado, levando à prisão de Vorcaro.
Operação e defesa
A PF aponta que o escritório de Monteiro atuou em operações de lavagem de dinheiro associadas à Tirreno, empresa usada por Vorcaro para aquisição de carteiras de crédito consignado supostamente fraudadas ao BRB. A defesa sustenta que o advogado foi surpreendido pela operação e atuou apenas de forma técnica. A Fictor não comentou o contrato.
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