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América Latina lidera recuperação entre emergentes, Brasil em destaque, aponta Goldman

América Latina lidera recuperação de emergentes; Brasil é aposta principal diante de estímulos de commodities e cortes de juros esperados

América Latina atrai investidores que buscam capturar os temores de guerra
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  • A América Latina lidera a recuperação entre mercados emergentes após o cessar-fogo de 7 de abril, com ganhos no Brasil e no Chile; Brasil ganha entre cinco e seis por cento, o Chile supera oito por cento desde 7 de abril.
  • Segundo o Goldman Sachs, as ações de mercados emergentes subiram cerca de sete por cento, impulsionadas por alta de alívio em setores cíclicos, com acumulado no ano de aproximadamente doze por cento; Norte da Ásia, Europa emergente e América Latina lideram, enquanto ASEAN e Índia ficaram para trás.
  • Entradas líquidas de cerca de nove bilhões de dólares na última semana, após saídas acumuladas de oitenta bilhões de dólares durante o conflito; o MSCI emergentes está a dezoito e oito vezes lucros futuros, abaixo da média de dez anos.
  • Brasil é a principal aposta na região, com impulso das matérias-primas e expectativa de um mercado mais valorizado diante de cortes de juros; Selic prevista em 12,75% até o fim do ano.
  • O cenário permanece sujeito a perturbações no setor energético; a redução das tensões após o cessar-fogo ajuda, mas inflação e altas taxas sustentam cautela, com atenção a lucros, preços da energia e cortes de juros.

A América Latina lidera a recuperação entre mercados emergentes após o cessar-fogo no Oriente Médio de 7 de abril. Em meio à volatilidade, o período mostrou fluxo de capitais voltando e ajustes de valuation, com destaque para a região frente aos EUA e a parte desenvolvida. O recuo recente foi revertido pela valorização de ações em setores cíclicos.

Levantamento do Goldman Sachs aponta alta de 7% nas ações dos emergentes desde o fim do conflito, com recuperação de parte das perdas anteriores. O relatório mostra alta de 12% no acumulado do ano, puxada pela reprecificação de ativos.

Segundo o banco, a recuperação foi mais intensa do que em mercados desenvolvidos, excluindo os EUA. Norte da Ásia, Europa emergente e América Latina lideraram o movimento, enquanto ações da ASEAN e da Índia ficaram atrás.

América Latina em foco

Mercados latino-americanos registram ganhos entre 5% e 6% em moeda local desde 7 de abril, com o Brasil entre os destaques. O Chile superou 8% no mesmo período, segundo o estudo. A trajetória acompanha a recuperação global após o abalo inicial da crise.

A análise também aponta que o recuo de demanda externa ajudou a estabilizar os preços locais. Investidores passaram a buscar ativos que apresentem relação risco-retorno mais favorável, fortalecendo fluxos para a região.

No cenário de máximos deste ano, a América Latina se destaca pela performance do Brasil, impulsionada pela elevação nos preços das commodities. A Hungria e a Turquia lideram a Europa emergente, puxando o bloco para novos patamares.

Brasil, principal aposta na região

O Brasil figura como a aposta mais relevante da região, com suporte de fatores externos e internos. Analistas ressaltam o papel das matérias-primas, que avançaram desde o início do conflito, elevando o apelo de ativos brasileiros.

O desempenho recente do mercado brasileiro é misto: setores ligados a commodities beneficiam-se dos preços, mas a Bolsa enfrenta pressão por juros elevados. Ainda assim, o diagnóstico é de valuations atraentes frente ao cenário de juros.

A expectativa é de que as ações brasileiras ganhem desempenho relativo positivo, com cortes de juros esperados e assimetria favorável a ativos de risco. A visão é de valorização conforme o crescimento de lucros se consolide.

Fluxos, inflação e juros

O relatório destaca fluxo de capitais que passou de saídas agressivas para entradas líquidas, com melhoria parcial das condições de renda fixa após o fim do choque energético. A inflação permanece um fator de cuidado no curto prazo.

O Goldman Sachs mantém projeção de que os lucros devem crescer com suporte da demanda por tecnologia, incluindo inteligência artificial. A instituição projeta crescimento de 23% para 2026, com parte relevante vindo da IA.

O etalon de referência para o MSCI EM aponta valorização de 11,6 vezes os lucros futuros, abaixo da média de dez anos, o que sustenta o otimismo entre os estrategistas. A leitura contempla ajustes de cenário e lucros corporativos.

Perspectivas e riscos

Os analistas destacam que o cenário pode se manter favorável diante da atual forma de energia e da inflação. Contudo, prevê-se que a trajetória de cortes de juros e a evolução dos preços de energia sejam determinantes para a sustentabilidade da liderança regional.

O relatório trata ainda de metas para o MSCI EM, com foco em ganhos adicionais ao longo dos próximos meses, condicionados pela evolução macro e pelos resultados corporativos no curto prazo.

As informações são baseadas em análise de mercado divulgada pela Bloomberg Línea, com o recorte sobre a recuperação de emergentes e o papel da América Latina na estratégia global.

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