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Argentina negocia US$ 2 bilhões com apoio do Banco Mundial

Argentina negocia empréstimo de US$ 2 bilhões com garantias do Banco Mundial para reduzir juros, ampliar fôlego financeiro e evitar nova emissão até fim do ano

Javier Milei, presidente da Argentina / Foto: RS/ via Fotos Publicas
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  • Argentina negocia um empréstimo de US$ 2 bilhões com bancos privados, com garantias de instituições ligadas ao Banco Mundial.
  • A operação é liderada pelo ministro da Economia, Luis Caputo, que está em Washington durante reuniões do Fundo Monetário Internacional.
  • As garantias seriam do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA).
  • O objetivo é obter juros próximos de cinco por cento, abaixo do que o mercado internacional cobra atualmente, com rendimentos de títulos acima de nove por cento.
  • O movimento se soma ao programa com o FMI de US$ 20 bilhões e a uma linha de swap cambial com o Tesouro dos EUA também de US$ 20 bilhões.

A Argentina negocia um empréstimo de US$ 2 bilhões com bancos privados, com garantias de instituições ligadas ao Banco Mundial. As tratativas são lideradas pelo ministro da Economia, Luis Caputo, que está em Washington em reuniões do FMI para buscar alternativas de refinanciamento com custos menores.

Fontes próximas às conversas indicam que a operação deverá contar com garantias do BIRD e da MIGA. O modelo é similar ao utilizado pelo Panamá em operação recente, visando ampliar o acesso a financiamento externo.

O objetivo é obter uma taxa de juros próxima a 5%, abaixo do patamar atual de mercado, onde os rendimentos dos títulos argentinos ficam acima de 9%. A iniciativa busca reduzir o custo da dívida em um cenário de restrições de crédito global.

Além do empréstimo com bancos privados, o governo mantém o programa com o FMI, no valor de US$ 20 bilhões, e uma linha de swap cambial com o Tesouro dos EUA, também de US$ 20 bilhões.

Estrutura e metas da negociação

A estratégia Argentina envolve consolidar liquidez para enfrentar vencimentos de dívida futuros, ao mesmo tempo em que busca retorno gradual aos mercados internacionais. Caputo sinalizou a investidores que novas emissões externas devem ficar para 2025.

Fontes ressaltam que a ação pode ampliar o espaço fiscal de curto prazo, contribuindo para manter o equilíbrio macroeconômico. O foco é reduzir o custo financeiro e preservar reservas, sem comprometer a credibilidade de políticas públicas.

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