- Lombard Odier afirma que mercados já absorveram parte do choque energético e não veem risco sistêmico; ações globais mostraram recuperação após quedas de até cinco por cento.
- Em 15 de abril, S&P 500 fechou acima de sete mil pontos e Nasdaq ultrapassou vinte e quatro mil, revelando alta recente sustentada pelo ambiente positivo.
- O estudo projeta Brent em torno de US$ noventa por barril nos próximos seis meses, com efeitos limitados na inflação mundial.
- Cenário base indica inflação controlada, crescimento dos EUA mais fraco e cortes de juros adiados; não há sinal de recessão imediata.
- Cenários negativos consideram elevação do petróleo a cerca de US$ 115 por barril se o cessar-fogo falhar, e até US$ 150 por barril em caso de escalada, com possível stagflation e pressão sobre ações.
O Lombard Odier, banco privado suíço, aponta que os mercados já absorveram parte do choque energético causado pela guerra no Oriente Médio, afastando risco sistêmico. O estudo indica que o impacto no petróleo é menor do que em outros choques históricos.
Segundo o relatório, a desvalorização inicial de ações globais chegou a 5%, mas a recuperação se consolidou após notícias de cessar-fogo e previsões de crescimento estáveis. O S&P 500 atingiu nova máxima perto de 7 mil pontos, e a Nasdaq superou 24 mil pontos.
O documento, assinado pelo head de estratégia de investimentos Luca Bindelli, observa que o petróleo Brent deve pairar em torno de 90 dólares o barril nos próximos seis meses, com efeitos contidos sobre inflação global. O cenário base mantém inflação controlada e crescimento moderado nos EUA.
Cenários negativos
Caso o cessar-fogo falhe e o estreito de Ormuz permaneça bloqueado, o Lombard Odier estima que o petróleo pode chegar a 115 dólares em seis meses. A inflação subiria mais, impactando consumo e margens corporativas, com desempenho de ações mais modesto.
Num cenário extremo de escalada prolongada, com danos à infraestrutura regional, o petróleo poderia chegar a 150 dólares em média por nove meses. Isso eleviria a inflação, prejudicaria a demanda e aumentaria o risco de recessão, segundo o banco suíço.
Otimismo alinhado
O estudo destaca que o otimismo acompanha o recente comportamento do mercado americano, impulsionado pela percepção de que a pressão de alta nos preços pode arrefecer. Dados de março mostram ritmo de consumo sustentado nos EUA, mesmo com gasolina mais cara.
Além disso, o relatório ressalta que o mercado precifica perspectivas de ganhos corporativos resilientes, com volatilidade reduzida nas taxas de juros. Em cenários base, não há evidência de recuo agressivo dos índices acionários.
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