- A Bemobi fechou a aquisição de controle da Paytime, fintech no-code white label e plataforma de Payment as a Service, ampliando a estratégia de pagamentos recorrentes.
- Em 2024, a Bemobi registrou receita líquida de R$ 728,8 milhões, alta de 20,0% frente ao ano anterior; no quarto trimestre, pagamentos verticais somaram 43,2% da receita líquida.
- A estratégia de transformação prioriza pagamentos recorrentes em setores como telecom, saneamento, energia, educação e, mais recentemente, saúde, com clientes como Vivo, Tim, Sabesp, Copel e Hapvida.
- A aquisição da Paytime impulsiona a entrada no modelo B2B2B de pagamentos para ecossistemas e marketplaces, com foco em fluxos de pagamento em redes de franquias, distribuição de combustíveis e cadeias produtivas de autopeças.
- Com caixa de 350 milhões, a Bemobi afirma manter ritmo de aquisições, buscando integrar tecnologia de pagamentos a ecossistemas e explorando IA para o futuro do negócio, projetando evolução significativa nos próximos cinco anos.
A Bemobi confirmou a aquisição de controle da Paytime, fintech no-code white label e uma das principais plataformas de PaaS do Brasil. A operação marca uma guinada estratégica da companhia, que já foi conhecida como a “Netflix dos Apps”.
Sob comando de Pedro Ripper, co-fundador, a empresa abriu capital em 2021 e vem redesenhando seu modelo de negócio. A Bemobi encerrou o último ano com receita líquida de R$ 728,8 milhões, alta de 20% ante 2024.
No quarto trimestre, a divisão de pagamentos verticais respondeu por 43,2% da receita líquida, seguida pelos produtos de SaaS. Assinaturas somaram 25,2%, microfinanças 10,1%. Juntas, pagamentos e software representaram 65% da receita do trimestre.
A migração para pagamentos recorrentes ganhou impulso com foco em segmentos como telecomunicações, saneamento, energia, educação e, recentemente, saúde. O CEO reforçou que a especialização por indústria é essencial para gerar valor a empresas e clientes.
Entre clientes já atendidos pela estratégia estão Vivo, Tim, Sabesp, Copel e Hapvida. A empresa aponta expansões naturais para setores de serviço recorrentes, como condomínios e seguros, ainda neste ciclo.
A aquisição da Paytime abre uma nova frente B2B2B, mirando pagamentos verticais para ecossistemas e marketplaces. A meta é explorar volumes e novas relações de interação ao longo dos próximos dois anos.
Segundo analistas, a operação pode facilitar a implementação do modelo PaaS em clientes de maior porte, elevando as take rates no longo prazo e contribuindo para o crescimento do TPV. A leitura é de Itaú BBA.
Com caixa de aproximadamente R$ 350 milhões, a Bemobi pretende seguir avaliando oportunidades de M&A para ampliar presença no mercado. Em 2023 houve aquisição da fintech Celer, da Casas Bahia, além da participação na Paytime.
Ripper afirmou que a Paytime traz um software maduro de gestão de pagamentos para ecossistemas, o que justifica a aposta. O CEO sinalizou que o ritmo de aquisições deve manter-se, com rigor técnico na avaliação de cada operação.
Paralelamente, a empresa mantém foco em IA e no impacto tecnológico a longo prazo. O executivo mencionou cenários em que agentes digitais gerenciam contas, pagamentos e créditos, reforçando a visão de transformação do negócio.
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