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Biodiesel de palma na Malásia aumenta demanda de 300 mil toneladas

Malásia amplia mandato de biodiesel de palma de B10 para B15, com início em B12; demanda adicional superará 300 mil t/ano

Garrafas de biodiesel de palma são exibidas em Sepang, Malásia
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  • Malaysia elevará o mandato de biodiesel de 10% para 15% (B15), começando, possivelmente, com 12% e usando apenas as usinas de mistura existentes, sem custos adicionais.
  • A mudança deve aumentar o consumo doméstico de biodiesel em mais de 300.000 toneladas por ano, com estimativas de 130.000 t adicionais com B12 e 204.000 t com B15.
  • O objetivo é reduzir a dependência de importações de energia, fortalecer o preço do óleo de palma bruto e aliviar a carga sobre os usuários de diesel.
  • O mandato englobará o diesel vendido em postos de varejo e setores subsidiados, com possibilidade de expansão para o setor industrial no futuro, conforme decisões políticas.
  • A eleição de manter estáveis as exportações de óleo de palma, com a Malásia mantendo uma produção robusta; no ano anterior foram produzidas 20,28 milhões de toneladas de óleo de palma, exportando 15,27 milhões de toneladas.

O governo da Malásia anunciou que elevará o mandato de biodiesel a partir de óleo de palma de 10% para 15%, ampliando o consumo doméstico de biodiesel em mais de 300 mil toneladas por ano. A medida visa reduzir a dependência de importações de energia e fortalecer a economia local.

A mudança envolve iniciar com uma mistura de 12% sem custos adicionais de produção, aproveitando as usinas de biodiesel já existentes. O objetivo é consolidar a transição gradual sem onerar o consumidor ou o setor de transporte.

A Malásia, segundo maior produtor de óleo de palma do mundo, já aplica o B10 no transporte nacional. Em áreas como Labuan, Langkawi e Sarawak, o mandato já alcançou 20%. A atualização não tem cronograma divulgado ainda.

Segundo o diretor geral do MPOB, Ahmad Parveez Ghulam Kadir, a elevação para B12 traria aumento anual de cerca de 130 mil toneladas, enquanto a adoção de B15 elevaria o consumo em aproximadamente 204 mil toneladas. As informações foram repassadas por e-mail à Reuters.

Ele ressaltou que o novo mandato pode beneficiar a economia ao reduzir a necessidade de combustíveis fósseis importados, atuar sobre o preço do óleo de palma bruto e diminuir a carga de custo para os usuários de diesel. O governo avalia ampliar o programa para o setor industrial, conforme decisões políticas.

A medida não deve causar grande impacto nas exportações de óleo de palma, afirmou o executivo, pois a capacidade de produção do CPO no país permanece robusta. A expectativa é de volumes de exportação estáveis, mesmo com o aumento do consumo interno de biodiesel.

Dados oficiais indicam que a Malásia produziu 20,28 milhões de toneladas de CPO no último ano, com exportações totalizando 15,27 milhões de toneladas. A medida acompanha movimento parecido na Indonésia, que também busca ampliar mandatos de mistura para reduzir dependência externa.

Mudança de política e contexto regional

A decisão malásia ocorre em um momento em que o país asiático busca diversificar fontes de energia e fortalecer o uso de biocombustíveis. A cooperação regional com a Indonésia continua sendo um pilar estratégico para o setor de óleo de palma.

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