- A Boeing está contratando cerca de 100 a 140 trabalhadores de fábrica por semana na área de Puget Sound, para substituir aposentados e ampliar a produção da quarta linha na Linha Norte, para o jato 737 MAX.
- A iniciativa também visa dar suporte à produção do jato de grande porte 777X, que ainda não foi certificado, além de ampliar a equipe como um todo.
- Trabalhadores sindicalizados na região somam mais de 34.000 e o número continua crescendo, segundo o vice-presidente do IAM, Jon Holden.
- Em Washington, empregos na manufatura aeroespacial subiram de cerca de 79.000 em agosto para 81.800 em fevereiro, impulsionados pela demanda por jatos mais eficientes e pelo ciclo de gastos em defesa e espaço.
- O setor aeroespacial enfrenta déficit de profissionais qualificados desde a pandemia, com empresas como a Honeywell Aerospace anunciando planos de mais de 1.200 vagas neste ano em áreas como engenharia e manufatura.
A Boeing está contratando cerca de 100 a 140 trabalhadores de fábrica por semana para sustentar a Linha Norte, em Seattle, ligada ao jato 737 MAX. A medida visa substituir aposentados e reforçar a produção, sem divulgar números oficiais de vagas disponíveis.
A reportagem aponta que a contratação ocorre à medida que a Boeing busca taxas de produção mais altas e o suporte a novos modelos. O esforço envolve a linha de produção de corredor único do 737 MAX e tarefas logísticas para manter o fluxo de peças e ferramental.
Segundo lideranças sindicais, o quadro de trabalhadores sindicalizados na região do noroeste do Pacífico já passa de 34.000 e segue em evolução. A IAM informou que o total de filiados está aumentando conforme entram novos funcionários.
A empresa também precisa atender à produção do jato de grande porte 777X, que ainda não recebeu certificação, além de manter o ritmo com novas contratações para substituir quem se aposentou. O objetivo é manter a capacidade produtiva.
Na região de Puget Sound, a mão de obra aeroespacial passou por quedas recentes e vem se recuperando. O estado de Washington registrou queda de empregos em 2020, mas houve recuperação, com números ascendentes em 2024 e 2025, segundo dados estaduais.
Mercado industrial aeroespacial enfrenta demanda por aeronaves mais eficientes, impulsionada por setores de defesa, espacial e pelo boom de encomendas de companhias aéreas. O cenário geopolítico mundial aumenta a necessidade de produção estável.
A Honeywell Aerospace prevê ampliar o quadro de quatro dígitos este ano, com mais de 1.200 vagas em engenharia e fabricação por causa de crescimento em serviços pós-venda, defesa e espacial, segundo a direção de RH.
A demanda por trabalhadores de fábrica da Boeing, no momento, ainda é menor que os patamares de 2023 e 2024, quando houve contratação agressiva. A perspectiva é de rampas sustentadas, caso a economia e os pedidos se mantenham estáveis.
Jon Holden, vice-presidente de treinamento e aprendizagem do IAM, afirma que o interesse por vagas cresce com a expansão em Puget Sound e na empresa. O sindicalista cita a importância de ferramental, transporte e logística para a produção.
Entre na conversa da comunidade