- O Brasil teve forte crescimento nas exportações de petróleo em abril, com média diária de receita de 436,1 milhões de dólares nas duas primeiras semanas, 101% acima de abril de 2024.
- O volume exportado também aumentou, com média diária de abril sendo 70% maior em toneladas do que no mesmo mês do ano anterior.
- O ganho é estimulado pela alta de preços e pela busca de fornecedores alternativos, especialmente por parte de países asiáticos.
- Em março, as exportações de petróleo já tinham aumentado 30% na comparação com março de 2025, totalizando 1,17 bilhão de dólares.
- O petróleo já é o principal produto exportado do Brasil, respondendo por 44,5 bilhões de dólares em 2025 e por 15% do total exportado no primeiro trimestre de 2026.
O Brasil viu o faturamento com exportação de petróleo disparar desde o início do conflito no Irã, que começou no fim de fevereiro. O escoamento do petróleo do país aumentou diante de interrupções no Oriente Médio e da elevação dos preços internacionais.
Entre as duas primeiras semanas de abril, a receita diária média com petróleo atingiu 436,1 milhões de dólares, 101% acima da média de abril de 2024 (216,9 milhões de dólares). Vendas estão concentradas para a Ásia e demais mercados.
Além do preço mais alto, o volume exportado também subiu. A média diária de exportação de abril ficou 70% acima da média do mesmo mês de 2024, segundo dados preliminares do Ministério da Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Contexto e números
O desempenho já havia mostrado sinais em março, quando as exportações de petróleo cresceram 30% ante março de 2025, alcançando 1,17 bilhão de dólares.
O petróleo, que já ultrapassou a soja como principal commodity exportada, gerou 44,5 bilhões de dólares para a balança em 2025, equivalente a 12,8% do total de 348,3 bilhões de dólares. No primeiro trimestre de 2026, contribuía com 15% do total das exportações.
Participação no comércio externo
A elevação das exportações de petróleo reflete maior demanda por fornecedores alternativos, em especial por países asiáticos, diante de riscos de fornecimento no Oriente Médio. O cenário favorece o Brasil, ainda que dependa de condições de mercado e da evolução do conflito regional.
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