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Brasil está pronto para enfrentar choque global de energia, afirma Durigan

Brasil está em posição robusta para enfrentar choque global nos preços de energia, afirma Durigan ao Fundo Monetário Internacional

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
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  • Dario Durigan afirmou que o Brasil está em posição robusta para lidar com o choque global nos preços de energia.
  • A defesa foi enviada ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional, em Washington.
  • A inflação tem convergido para a meta, permitindo ao Banco Central iniciar um ciclo de flexibilização, segundo o ministro.
  • O aumento dos preços internacionais do petróleo tende a ampliar o superávit comercial do Brasil, com petróleo e derivados respondendo por cerca de 16% das exportações e 8% das importações no ano anterior, resultando em saldo próximo a US$ 32 bilhões.
  • Durigan destacou que a matriz energética brasileira é robusta e limpa, mas citou riscos como restrições no acesso a fertilizantes e maior custo de importação diante da demanda global e condições financeiras mais restritivas.

Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que o Brasil está em posição robusta para enfrentar os choques globais de preços de energia, decorrentes da guerra com o Irã. A declaração foi encaminhada ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional durante as reuniões de primavera do FMI, em Washington.

Segundo Durigan, a inflação vem convergindo para a meta, fruto de uma atuação monetária restritiva. Com isso, o Banco Central pode iniciar um ciclo de flexibilização, mantendo o foco na estabilidade de preços.

O ministro ressaltou que o BC continuará perseguindo a estabilidade de preços, assegurando também a estabilidade financeira e buscando reduzir flutuações da atividade econômica, além de promover o pleno emprego.

Contexto energético e comercial

Durigan destacou que a elevação dos preços internacionais do petróleo tende a ampliar o superávit comercial brasileiro, elevando as exportações líquidas. No ano anterior, petróleo e derivados representaram cerca de 16% das exportações e 8% das importações, com saldo positivo próximo a US$ 32 bilhões.

Ele também enfatizou avanços na matriz energética, com investimentos em fontes renováveis e biocombustíveis, tornando o sistema brasileiro mais robusto e menos vulnerável a choques externos. Ainda assim, ressaltou possíveis impactos em fertilizantes, insumos-chave para o agronegócio, e na demanda global.

Riscos e coordenação internacional

Durigan reconheceu que restrições de acesso a fertilizantes, variações na demanda global e condições de crédito mais restritivas podem moderar os efeitos positivos. O posicionamento apresentado integra a linha de um grupo de países denominado constituency, que reúne Brasil e várias nações da região.

A defesa de políticas macroeconômicas compatíveis com o cenário externo reforça a estratégia de manter a disciplina fiscal e monetária, segundo o documento assinado pelo ministro e pelo presidente do BC.

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