- Dario Durigan afirmou que o Brasil está em posição robusta para lidar com o choque global nos preços de energia.
- A defesa foi enviada ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional, em Washington.
- A inflação tem convergido para a meta, permitindo ao Banco Central iniciar um ciclo de flexibilização, segundo o ministro.
- O aumento dos preços internacionais do petróleo tende a ampliar o superávit comercial do Brasil, com petróleo e derivados respondendo por cerca de 16% das exportações e 8% das importações no ano anterior, resultando em saldo próximo a US$ 32 bilhões.
- Durigan destacou que a matriz energética brasileira é robusta e limpa, mas citou riscos como restrições no acesso a fertilizantes e maior custo de importação diante da demanda global e condições financeiras mais restritivas.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que o Brasil está em posição robusta para enfrentar os choques globais de preços de energia, decorrentes da guerra com o Irã. A declaração foi encaminhada ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional durante as reuniões de primavera do FMI, em Washington.
Segundo Durigan, a inflação vem convergindo para a meta, fruto de uma atuação monetária restritiva. Com isso, o Banco Central pode iniciar um ciclo de flexibilização, mantendo o foco na estabilidade de preços.
O ministro ressaltou que o BC continuará perseguindo a estabilidade de preços, assegurando também a estabilidade financeira e buscando reduzir flutuações da atividade econômica, além de promover o pleno emprego.
Contexto energético e comercial
Durigan destacou que a elevação dos preços internacionais do petróleo tende a ampliar o superávit comercial brasileiro, elevando as exportações líquidas. No ano anterior, petróleo e derivados representaram cerca de 16% das exportações e 8% das importações, com saldo positivo próximo a US$ 32 bilhões.
Ele também enfatizou avanços na matriz energética, com investimentos em fontes renováveis e biocombustíveis, tornando o sistema brasileiro mais robusto e menos vulnerável a choques externos. Ainda assim, ressaltou possíveis impactos em fertilizantes, insumos-chave para o agronegócio, e na demanda global.
Riscos e coordenação internacional
Durigan reconheceu que restrições de acesso a fertilizantes, variações na demanda global e condições de crédito mais restritivas podem moderar os efeitos positivos. O posicionamento apresentado integra a linha de um grupo de países denominado constituency, que reúne Brasil e várias nações da região.
A defesa de políticas macroeconômicas compatíveis com o cenário externo reforça a estratégia de manter a disciplina fiscal e monetária, segundo o documento assinado pelo ministro e pelo presidente do BC.
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