- BRB busca empréstimo de cerca de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito e bancos, além de vender carteiras de crédito avaliadas em R$ 4 bilhões para reforçar o capital.
- A nova governadora do Distrito Federal, Celina Leão, defende a recuperação do BRB, mas o risco de intervenção do Banco Central persiste, podendo levar à liquidação se não houver avanço.
- Governo e BC trabalham para evitar a liquidação; privatização é incomum para bancos regionais ou estatais e já foi negada pelo presidente do BRB.
- A Polícia Federal prendeu o ex-presidente Paulo Henrique Costa na quinta fase da operação Compliance Zero, ligada a suspeitas envolvendo o Banco Master; investigações continuam.
- Uma nova assembleia para aumento de capital está prevista para 22 de abril, com a meta de levantar até oito bilhões e 800 milhões de reais, incluindo venda de ações a investidores.
A crise do BRB se aprofunda, com o banco público buscando alternativas para reduzir o risco de liquidação. A instituição avalia obter um empréstimo junto ao FGC e vender carteiras de crédito consideradas bem avaliadas. As negociações elevam a pressão sobre a nova governadora do DF, Celina Leão.
Fontes da alta diretoria indicam que a estratégia de capitalização, antes impensável, depende de atrair investidores para sustentar o plano acordado com o BC. O objetivo é evitar medidas extremas que afetem o sistema financeiro regional.
Paralelamente, o Ministério da Fazenda e o BC acompanham o desdobramento, cientes de que uma liquidação seria inédita para um banco regional ou estatal. Nível de ambiguidades políticas e disputas locais dificultam o caminho para soluções rápidas.
Em Washington, o BC reiterou que todas as opções estão sendo consideradas, porém nenhuma decisão foi tomada. Além disso, a governadora Celina Leão tem se mostrado mais engajada que o antecessor Ibaneis Rocha na tentativa de preservar o BRB.
Novo movimento institucional
Entre as possibilidades discutidas, a venda de ativos avaliados em cerca de R$ 4 bilhões figura como peça central do plano de capitalização. A gestora Quadra Capital manifestou interesse em adquirir carteira adquirida do Master.
Já a busca por um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC depende de garantias, incluindo imóveis do patrimônio público do GDF. Um dos ativos é a área de proteção ambiental Serrinha do Paranoá, alvo de ações judiciais e controvérsia política.
Celina Leão defende que o BRB continua sólido, apesar da crise. Em tom institucional, afirmou que a nova gestão prioriza transparência e colabora com as autoridades competentes para esclarecer os desvios em apuração.
Contexto e próximos passos
Na esfera judicial, a Polícia Federal deflagrou a quarta fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Master e o BRB. O ex-presidente Paulo Henrique Costa foi preso, sob suspeita de participaçao no esquema.
As investigações apontam para negociações envolvendo imóveis de São Paulo e Brasília para fechar acordos com o Master, segundo mensagens vazadas. Costa é considerado peça-chave para entender as irregularidades.
A agenda do BRB prevê, para a próxima quarta, 22 de abril, uma nova assembleia geral extraordinária para aprovar aumento de capital, com meta de até R$ 8,8 bilhões. O evento series agendado após a primeira reunião ter sido cancelada.
Fontes ligadas à governança destacam que, apesar do clima tenso, o foco é manter o banco operando com as devidas garantias e manter a função pública sem interrupções. O desfecho depende de medidas de curto prazo e de apoio institucional.
Entre na conversa da comunidade