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BRB propõe mudanças para salvar compra do Master horas antes de veto do BC

Horas antes do veto do Banco Central, BRB propôs reestruturar a compra do Master e excluir Vorcaro; BC rejeitou a operação por unanimidade

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  • Horas antes da decisão do Banco Central de barrar a compra, o BRB apresentou ajustes à operação, incluindo a proposta de mudar a estrutura societária do negócio.
  • A proposta incluía retirar o Banco Master S.A. e colocar o Banco Master de Investimento S.A. (Master BI) no lugar, mantendo ativos como o Master Múltiplo, a Will Holding, a Will Financeira e a Maximainvest Securitizadora.
  • O BRB afirmou que a mudança não alteraria o objetivo da compra, mas, na prática, alteraria a estrutura da operação, com o Master BI recebendo ativos estimados em cerca de R$ 51 bilhões.
  • O Banco Central recusou a operação por unanimidade no mesmo dia, alegando que o Master BI tinha patrimônio líquido baixo para sustentar dívidas bilionárias, o que poderia responsabilizar o BRB.
  • Dois meses após a decisão, o diretor de Finanças do BRB, Dario Garcia Junior, e o presidente Paulo Henrique Costa foram afastados; Costa foi preso pela Polícia Federal no dia 16 de abril, em novas investigações envolvendo crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Horas antes do Banco Central barrar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), a instituição pública apresentou uma série de ajustes à operação para tentar salvar o negócio. Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram propostas de mudanças relevantes, incluindo a retirada de Daniel Vorcaro do quadro societário.

A operação envolvia o BRB, o Master e holdings associadas. O ofício encaminhado ao BC ocorreu em 3 de setembro de 2025, às 11h22, com a BC resultando pela decisão unânime de veto às 19h20 do mesmo dia.

Mudanças propostas pela BRB

Nessa rodada, o BRB também afirmou estar “plenamente disposto” a ajustar a estrutura do negócio e pediu encontros para discutir as alternativas avaliadas pelo BC. Uma das propostas era substituir o Banco Master S.A. pela Master BI, mantendo no perímetro o Master Múltiplo, a Will Holding, a Will Financeira e a Maximainvest Securitizadora.

A justificativa apresentada pelo BRB seria mitigar riscos jurídicos e operacionais relacionados à sucessão empresarial. A instituição alegou que a mudança não alteraria o objeto adquirido, mas modificaria a forma de estruturação da operação, com a Master BI recebendo ativos estimados em cerca de R$ 51 bilhões para, posteriormente, sair do mercado.

Outros desdobramentos

O BRB também sugeriu a saída de controladores do Master da nova estrutura, incluindo Vorcaro, Armando Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen. O documento citou a possibilidade de entrada de novo acionista, sujeito ao crivo regulatório, desde que a composição societária estivesse em conformidade com parâmetros do BC.

No mesmo dia, Renato Dias de Brito Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, decidiu que as mudanças propostas alteravam significativamente o pedido original e não poderiam ser apreciadas naquelas circunstâncias. Em seguida, a Diretoria Colegiada do BC rejeitou a operação por unanimidade.

Quase dois meses após a decisão, Dario Garcia Junior e Paulo Henrique Costa foram afastados do BRB. Nessa quinta-feira (16/4), Costa foi preso pela Polícia Federal, em operação relacionada a crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e suspeita de favorecimento ao grupo de Vorcaro.

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