- O BTG Pactual considera o valuation da Stone atrativo devido aos dividendos extraordinários gerados pela venda da Linx, mas afirma que a recuperação operacional ainda é necessária para sustentar o moral das ações.
- Analistas questionam se a Stone conseguirá um turnaround factível apenas com execução, sugerindo que pode haver necessidade de estratégia alternativa ou fusões e aquisições.
- As ações chegaram a subir após o dividendo, mas o mercado permanece cético diante da manutenção do ritmo fraco de operação; o papel está perto de US$ 15.
- O valuation é apontado com um P/L de aproximadamente seis vezes, nível observado como mais baixo frente a outras instituições, como o Banco do Brasil.
- As projeções indicam estabilidade no volume total de pagamento para micro, pequenas e médias empresas, aumento da receita próximo de cinco por cento ante o ano anterior e lucro líquido ajustado próximo de R$ 540 milhões, com melhoria tributária prevista.
O BTG Pactual avalia a Stone como tendo valuation atrativo, mas aponta que a operação ainda patina. Dividendos extraordinários anunciados pela empresa, vindos da venda da Linx, podem ter dado algum ânimo, porém sem melhora operacional clara o papel não deve reagir.
Analistas ressaltam que o tempo para um turnaround factível é curto. O relatório cita a possibilidade de a Stone precisar de alternativa estratégica ou de fusões para destravar valor, caso a execução não gere resultados suficientes.
Valuation e cenário operacional
As ações são vistas a 6 vezes o preço sobre lucro, abaixo de pares como o Banco do Brasil, segundo o BTG Pactual. O banco sinaliza que o recado para a Stone é melhorar velocidade de crescimento, gestão de custos e qualidade de ativos.
Mesmo com o dividendo, o desempenho das ações não correspondeu a uma alta expressiva. No ano, o papel acumula ganho próximo a 1,3%, com valor de mercado estimado em US$ 3,6 bilhões, sinalizando visão cautelosa do mercado.
Projeções e riscos
O cenário para o volume total de pagamentos do segmento de pequenas e médias empresas permanece estável em relação ao 1º trimestre de 2025, segundo o BTG. O Pix, se incluído, elevou levemente a projeção, mas as margens seguem pressionadas.
A análise aponta piora na qualidade dos ativos, com aumento de provisões devido a maiores inadimplências em alguns empréstimos de maior valor. O custo do risco pode superar 17% no quarto trimestre, segundo o relatório.
Expectativas para resultados e trajetória futura
As receitas devem crescer quase 5% ante o ano anterior, mas cair em relação ao trimestre anterior. O lucro operacional tende a recuar, mas a menor alíquota de imposto pode favorecer o lucro líquido ajustado, para cerca de R$ 540 milhões.
Os analistas reconhecem a compreensão da Stone sobre o panorama, destacando ações em diversas frentes, como execução e controle de custos. Ainda assim, não veem um único fator que explique o fraco desempenho recente, sugerindo necessidade de ajustes amplos na proposta de valor.
Logo após o anúncio, por volta de 12h26, as ações subiam cerca de 1%, cotadas a US$ 15,06.
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