- Mari Galindo, especialista em inovação e geração Z, participa do São Paulo Innovation Week para falar sobre o futuro dos jovens no mercado de trabalho e a carreira na creator economy.
- Ela aponta que a estabilidade é o principal atributo que as empresas devem oferecer à geração Z, pois a carreira digital atual é instável e não oferece esse requisito.
- A trajetória na criação de conteúdo costuma ter barreiras de entrada baixas, mas a monetização depende de entender o mercado, publicidade e modelos como permuta, público e, eventualmente, fundar negócios.
- As empresas são convidadas a oferecer planos de carreira claros, transparência sobre ganhos e velocidade de crescimento, além de comparar propostas com o mercado, incluindo tendências como o CLT premium.
- Projetando os próximos cinco anos, a creator economy deve amadurecer com maior estabilidade econômica e maior uso da internet como canal de venda por empresas tradicionais; para jovens, a dica é tratar a criação de conteúdo como negócio, com planejamento, portfólio e entendimento de ganhos.
Mari Galindo, referência na área de inovação e geração Z, participou do São Paulo Innovation Week para discutir o futuro do trabalho na era digital. Ela usa a experiência na Embraer e contribuições para Google, Meta e Coca-Cola para falar sobre a Nice House, agência que conecta jovens influenciadores a marcas. O tema principal foi a instabilidade da carreira online e a busca por estabilidade nas organizações.
A palestrante ressalta que ainda não houve o primeiro influenciador digital aposentado, o que alimenta desejo e incerteza. A geração Z tende a olhar para carreiras não digitais como alternativa, mantendo a hipótese de que profissões manuais podem reter jovens nos próximos anos.
O que é a creator economy
Durante o evento, Galindo explicou como funciona a carreira na economia de criação de conteúdo. Com smartphone e internet, qualquer pessoa pode começar, mas a monetização exige planejamento e compreensão do mercado por trás da audiência.
A especialista aponta que o TikTok Shop e programas de afiliados ampliam oportunidades, tornando a renda dependente de resultados de venda. Quando a entrada é fácil, o mercado fica disperso e a remuneração pode ser baixa.
Como pensar a carreira do jovem criador
Ela descreve uma trajetória possível: iniciar com permuta, evoluir para conteúdos pagos e, no topo, tornar-se fundador de um negócio relacionado à própria influência. Essa visão não segue o modelo tradicional de carreira, marcado por estágios e hierarquias.
Segundo a visão apresentada, não há educação formal típica para criadores. O aprendizado vem de prática, experimentação e parcerias. O caminho pode incluir cursos, mentorias e produtos próprios.
Retenção de talentos nas empresas tradicionais
Para atrair a geração Z, as organizações devem priorizar estabilidade e planos de carreira transparentes. O salto entre áreas digitais e não digitais é constante, tornando essencial oferecer clareza sobre crescimento e ganhos.
Ela cita a experiência na Embraer para ilustrar como projetos tecnológicos geram orgulho, mas destaca a necessidade de comunicação intencional nas empresas. Informações claras ajudam a reduzir incertezas.
O impacto da tecnologia e o futuro
A relação entre IA e profissões manuais foi tema de debate, com expectativa de que algumas funções resistam à automação. Direções que valorizem o toque humano tendem a manter relevância no longo prazo.
Galindo afirma que, nos próximos cinco anos, a creator economy pode ganhar mais estabilidade, com menos entradas improvisadas e maior espaço para quem permanece. Empresas tradicionais podem usar a internet como canal de venda.
Conselho para quem entra no universo da criação de conteúdo
O recado é tratar a criação de conteúdo como negócio. É fundamental planejar tempo, metas e estratégias de monetização, além de entender o lado financeiro e os bastidores. O mercado exige cobrança clara e planejamento.
Ela destaca a importância de estudar casos de sucesso com profundidade, compreender ganhos mensais e saber lidar com meses menos favoráveis. O desafio é equilibrar paixão com rentabilidade real.
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