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CEO da Kering mira dobrar lucratividade com estratégia centrada na Gucci

CEO da Kering mira dobrar lucratividade com recuperação da Gucci, elevando margens e retorno sobre o capital empregado (ROCE) acima de vinte por cento, mesmo diante de vendas fracas da marca

Plano inclui mais que dobrar margem e elevar retorno com Gucci no centro da estratégia
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  • O CEO Luca de Meo quer dobrar a lucratividade do grupo com a recuperação da Gucci, sua principal marca.
  • A meta é elevar a margem operacional recorrente acima de 11,1% em 2025 e o retorno sobre o capital empregado para mais de 20%.
  • As ações caíram até 1,6% no pregão, acumulando queda de cerca de 17% no ano.
  • Já foram tomadas medidas como reorganização da administração e venda da divisão de beleza para a L’Oréal por € 4 bilhões.
  • A Gucci continua com desempenho fraco, impactado pela guerra no Oriente Médio e pela demanda na China, respondendo por cerca de 60% do lucro da Kering.

O CEO da Kering, Luca de Meo, apresentou em Florença, na Itália, a estratégia para dobrar a lucratividade do grupo, com foco na recuperação da Gucci, a principal marca. O anúncio ocorreu sete meses após a posse do cargo.

De Meo afirmou que a “prioridade máxima” é reverter a performance da Gucci, hoje sob pressão. O objetivo médio é ampliar a margem operacional recorrente acima de 11,1% em 2025, além de elevar o ROIC para acima de 20%.

Ações da Kering chegaram a cair até 1,6% no pregão inicial em Paris, com perdas acumuladas de cerca de 17% no ano. A empresa já realizou mudanças administrativas e negociações financeiras estratégicas para reduzir a dívida.

A reestruturação incluiu a venda da divisão de beleza para a L’Oréal por € 4 bilhões em dinheiro, o que ajudou a simplificar o portfólio e financiar demais iniciativas. O movimento foi parte de uma remodelação maior de gestão.

De Meo também priorizou acelerar a passagem de produtos das passarelas para as lojas. A meta é encurtar o tempo entre lançamento e disponibilidade no varejo, fortalecendo a competitividade da casa.

A guinada ainda enfrenta desafios. As vendas da Gucci vieram abaixo do esperado no começo deste ano, puxadas pela demanda fraca em Dubai, influenciada pela conjuntura geopolítica, e pela tendência negativa na China.

A Gucci representa cerca de 60% do lucro da Kering, tornando o desempenho da marca central para o resultado do grupo. O executivo enfatizou a necessidade de soluções que impulsionem esse patamar.

Estratégia de produto

A Kering planeja reformular a arquitetura de produtos da Gucci e de suas categorias. A medida envolve ampliar artigos de couro, roupas prontas, calçados e joias, com padrões de qualidade mais elevados e maior coerência de marca.

A direção também informou que a recuperação depende de fatores externos, como o ritmo da demanda chinesa e a estabilidade regional do Oriente Médio, além de ajustes internos de distribuição e marketing.

A empresa não detalhou prazos específicos para atingir as metas, mas reiterou o foco em eficiência operacional, gestão de portfólio e melhorias no mix de produtos para sustentar o crescimento.

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