- A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo nesta quarta-feira, 15 de abril, com 33 prisões preventivas e 45 buscas e apreensões, para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
- Ao todo, foram apreendidos cerca de R$ 20 milhões em veículos de luxo, entre Land Rover, Porsche, BMW e Ferrari, além de outras peças; a operação autorizou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão.
- Entre os investigados estão os influenciadores Chrys Dias, Débora Paixão, Poze do Rodo, Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, conhecido como Choquei.
- Chrys Dias divulgou, um dia antes da prisão, que deu um carro de presente ao filho de 2 anos em vídeo divulgado nas redes sociais.
- A PF aponta que os influenciadores eram usados para promover empresas ilegais e movimentar dinheiro por meio de rifas, apostas, remessas no exterior e criptomoedas, com uso de laranjas e empresas de fachada.
Chrys Dias, influenciador conhecido nas redes, foi alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada nesta quarta-feira. A ação prende suspeitos de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao universo de influencers e entretenimento.
A PF informou que, na operação, foram cumpridos 33 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão. Ao todo, foram apreendidos cerca de 20 milhões de reais em veículos de alto luxo, incluindo Land Rover, Porsche, BMW e Ferrari.
A investigação teve início a partir de dados do backup do iCloud e de apurações sobre o contador Rodrigo Morgado. Os investigadores apontam organização criminosa autônoma dedicada a remessas em espécie, transfers, criptomoedas e operações internacionais.
Envolvidos e papel dos influenciadores
Entre os presos estão Chrys Dias, Débora Paixão, MCs Poze do Rodo e Ryan SP, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, conhecido como Choquei. A PF aponta que esses nomes eram usados para promover empresas ilegais e movimentar recursos.
Segundo a autoridade, Chrys e Débora atuariam como financiadores do esquema, transferindo recursos obtidos em rifas digitais para empresas associadas aos demais investigados. As ações incluíram remessas para o exterior.
A ação ocorreu com cumprimento de mandados na região de São Paulo, sob autorização judicial da 5ª Vara Federal de Santos, assinado pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho. Relatórios apontam uso de contas e estrutura de fachada.
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