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Conflito afeta perspectivas para temporada de balanços na Europa

Conflito entre EUA/Israel e Irã eleva riscos para lucros da temporada de resultados europeus, com energia mais cara e interrupções na cadeia de suprimentos

14 de abril de 2026 - Um homem caminha ao lado dos destroços de um prédio residencial em Teerã atingido por ataques no dia 4 de março. Foto: REUTERS/Thaier Al Sudani
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  • A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã está obscurecendo as perspectivas de lucros de empresas europeias, com impactos em energia, cadeia de suprimentos e demanda.
  • Varejistas e fabricantes citaram efeitos na Europa: Tesco aponta incerteza sobre lucro; Pernod Ricard teme queda do turismo; Barry Callebaut reduziu previsões por interrupções na cadeia de suprimentos.
  • easyJet sinalizou prejuízo maior no primeiro semestre; Dunelm disse queda de consumo por incerteza ligada ao conflito.
  • O debate sobre a duração do conflito influencia expectativas: maior risco de inflação, subir preços do petróleo e frear a atividade econômica, o que pode afetar resultados ao longo de 2026.
  • No setor de tecnologia, ASML apresentou lucro acima do esperado e abriu revisão positiva da guidance; Aixtron registrou fortes encomendas e elevou a projeção de receita para 2026.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã está influenciando as perspectivas de lucros de empresas europeias, mesmo com expectativas de resultados sólidos no primeiro trimestre. Energia mais cara, gargalos na cadeia de suprimentos e inflação pesando sobre as previsões ajudam a manter o tom cauteloso no radar dos investidores.

Analistas dizem que o impacto depende da duração do conflito. Mesmo com elevação recente dos preços do petróleo, há sinais de que a atividade pode não despencar abruptamente, pela transmissão tardia dos custos às economias.

As ações europeias mostraram recuo inicial, seguiu de recuperação conforme a confiança se manteve estável. Economistas destacam que o efeito direto do Oriente Médio nas grandes companhias tende a ser moderado, mas a incerteza continua elevando o risco para o crescimento.

Empresas e impactos

A Tesco, maior varejista de alimentos do Reino Unido, sinalizou incerteza que pode pressionar lucros. A Pernod Ricard citou menor turismo como fator de queda nas vendas. A Barry Callebaut reduziu previsões, creditando interrupções na cadeia de suprimentos ligadas à guerra.

A easyJet projetou prejuízo maior no primeiro semestre, afetando as ações. A Dunelm informou que clientes estão reduzindo gastos por conta da instabilidade gerada pelo conflito.

Apesar disso, analistas veem potencial de resultados relativamente fortes no trimestre de janeiro a março. A Amundi aponta que o petróleo mais caro ainda pode ser repassado ao consumidor com atraso, limitando quedas abruptas na atividade.

No setor de tecnologia, a ASML apresentou lucro trimestral melhor do que o esperado e elevou a perspectiva para o ano, em meio ao impulso da IA. A Aixtron também registrou fortes encomendas e revisou para cima sua orientação de receita para 2026.

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