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Conflito com Irã pode elevar inflação global; Brasil, segundo Fazenda, protegido

Durigan afirma que o Brasil é robusto ante choque de energia, mas alta do petróleo pode reduzir ganhos de exportações com fertilizantes e crédito mais caro

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em Washington, em reuniões com o FMI
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  • O Brasil participou de reuniões no FMI em Washington, com Durigan e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, assinando o documento que envolve outros dez países.
  • Durigan afirma que a economia brasileira está robusta para enfrentar o choque global e os efeitos do aumento no preço da energia.
  • O aumento do petróleo pode ampliar o saldo de comércio brasileiro, mas fertilizantes mais caros e crédito mais caro podem reduzir esse ganho.
  • O texto alerta riscos globais caso o conflito no Oriente Médio se intensifique, com impactos na renda, consumo e inflação mundial.
  • O governo mantém metas fiscais de 0,25% do PIB em 2026 e 0,50% em 2027, e busca estabilizar a dívida até 2030, embora o FMI tenha piorado as perspectivas para o Brasil.

O Brasil passou por uma avaliação no FMI em Washington, durante uma série de reuniões. O documento, assinado por Durigan e por Gabriel Galípolo, presidente do BC, envolve também dez outros países. O objetivo é entender impactos da crise global.

Durigan disse que a economia brasileira está preparada para enfrentar o choque nos preços de energia. O parecer aponta resistência ao efeito em energia, embora destaque vulnerabilidades setoriais.

A alta do petróleo pode ampliar o saldo comercial do país, segundo o ministro. O aumento de preços favorece exportações, mas o acesso a fertilizantes mais caros e crédito mais caro pode reduzir ganhos.

O texto alerta para riscos globais se o conflito no Oriente Médio se intensificar. A energia e os alimentos elevados reduzem renda, desaceleram o consumo e dificultam a queda da inflação mundial.

Durigan também pediu apoio das economias ricas aos países mais pobres. Ele disse que a crise afeta mais fortemente nações de baixa renda que importam energia.

Contas públicas e alertas do FMI

O documento reforça o compromisso do governo com o controle de gastos e da inflação. O ministro cita metas de 0,25% do PIB em 2026 e 0,50% em 2027.

As metas fiscais foram apresentadas no orçamento de 2027, na quarta-feira. A equipe econômica busca estabilizar a dívida pública até 2030 por meio de ajustes graduais.

A declaração ocorre após o FMI revisar para baixo as previsões do Brasil. O FMI aponta que o governo pode não fechar as contas no azul e sugere dívida de 100% do PIB em 2027.

Divergências na metodologia

Durigan contesta números do FMI sobre a dívida. Ele afirma que a piora decorre do método utilizado pelo órgão, diferente do padrão brasileiro.

O FMI considera títulos do Tesouro detidos pelo BC no cálculo. O ministro afirma que, embora sejam títulos públicos, não funcionam como refinanciamento da dívida pública.

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