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Conflito com o Irã eleva petróleo e pressiona inflação e contas públicas

Guerra no Oriente Médio eleva petróleo, pode ampliar receitas e inflação, mas aumenta gastos públicos e dívida no Brasil

1 de 1 Barris de Petróleo - Foto: Divulgação
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  • O conflito no Oriente Médio fez o preço do petróleo subir, com o Brent passando de cerca de US$ 71 para acima de US$ 100 por barril.
  • A alta do petróleo pode pressionar a inflação global e trazer riscos de desaceleração econômica, além de impactos no comércio internacional e na segurança energética.
  • No Brasil, a IFI aponta impactos fiscais em inflação, juros, crescimento e comércio exterior, mesmo com medidas do governo para mitigar efeitos, como subsídios e desonerações.
  • Os lados positivos para as contas públicas incluem maior arrecadação de royalties, dividendos da Petrobras e ganhos com venda de petróleo pela União, além de possível elevação da receita tributária pela inflação.
  • A IFI alerta que o cenário pode levar a medidas fiscalmente compensatórias futuras, além de projetar pressão sobre o salário mínimo a partir de 2027 e possível aumento de gastos com juros da dívida devido à Selic mais alta.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou o preço do petróleo e pode pressionar a inflação global, segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) da Instituição Fiscal Independente (IFI). O estudo, divulgado nesta quinta-feira (16/4), aponta impactos potenciais para as contas públicas brasileiras diante da escalada militar.

Tensões no Oriente Médio já influenciam uma região ampliada, incluindo Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Iraque, Kuwait e Líbano. O barril Brent subiu de cerca de 71 dólares para acima de 100 dólares, ampliando preocupações com a inflação mundial e com riscos à atividade econômica e ao comércio internacional.

Para o Brasil, a IFI afirma que podem surgir efeitos em inflação, juros, crescimento e comércio exterior. O relatório destaca medidas do governo para atenuar a alta de combustíveis, como subsídios, linhas de crédito para companhias aéreas, desonerações e postergação de tarifas, que elevam despesas e reduzem receitas.

Por outro lado, os efeitos positivos citados incluem maior arrecadação de royalties, dividendos da Petrobras e ganhos com venda de petróleo pela União. A inflação mais alta também tende a elevar a arrecadação tributária, beneficiando União, estados e municípios.

A IFI observa que tentativas de compensação fiscal foram discutidas, como taxação de exportações de petróleo e diesel e aumento do IPI sobre cigarros, mas algumas medidas enfrentaram entraves legais. O radar inclui ainda impactos de médio prazo na trajetória fiscal.

Entre os efeitos previstos está a possível aceleração da inflação, o que pode influenciar o reajuste do salário mínimo a partir de 2027. A mudança esperada impacta despesas obrigatórias, como aposentadorias, BPC, seguro-desemprego e abono salarial.

Além disso, o estudo sinaliza possível impacto na trajetória da Selic, hoje em 14,75% ao ano, diante de pressões inflacionárias e do custo da dívida pública. O cenário sugere que a dívida pode permanecer mais onerosa em função de juros elevados.

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