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Dados de serviços indicam economia mais fraca nos próximos meses

Serviços com ganho modesto sinaliza desaceleração gradual da economia em 2026, mesmo com indústria em alta e IBC-Br em 0,6% em fevereiro

Foto: Freepik
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  • O IBC-Br avançou 0,6% em fevereiro, acima da expectativa, que era de 0,5%.
  • A indústria puxou o crescimento, com alta de 1,2%; serviços subiu 0,3% e agropecuária, 0,2%.
  • Os impostos sobre produtos registraram alta de 0,8% no mês.
  • Excluindo a agropecuária, o IBC-Br também ficou em alta de 0,6%.
  • O economista Leonardo Costa aponta que o fraco desempenho dos serviços, com peso relevante no PIB, sugere desaceleração gradual da atividade em 2026 e possível pressão inflacionária por impactos indiretos do conflito no Oriente Médio.

O avanço de 0,6% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em fevereiro reforçou a leitura de que 2026 começou com ritmo moderado. A indústria puxou o resultado, mas o desempenho dos serviços foi mais fraco e ficou no centro das atenções.

Na margem, com ajuste sazonal, o IBC-Br subiu 0,6% em fevereiro, ante expectativa de 0,5%. A indústria avançou 1,2% no mês, a agropecuária subiu 0,2%, e os serviços cresceram apenas 0,3%. Impostos sobre produtos subiram 0,8%.

Desconsiderando a agropecuária, o índice também registrou alta de 0,6% no mês, em linha com o indicador cheio. Entre os analistas, o foco recai sobre o peso dos serviços no PIB e o que isso indica para o fim do trimestre.

Serviços seguem no radar

Para o economista Leonardo Costa, o sinal principal está no comportamento dos serviços, o grupo com maior peso no PIB. Ele aponta que fevereiro indica ritmo moderado da atividade no 1º trimestre de 2026, com acomodação do setor de serviços em destaque.

Costa afirma que a desaceleração dos serviços reforça a expectativa de continuidade de queda gradual da atividade em 2026. O ajuste ocorre em um cenário de juros elevados e menor impulso do consumo, segundo ele.

O economista acrescenta que os impactos diretos do conflito no Oriente Médio ainda não aparecem nos números, mas podem pressionar a inflação nos próximos meses. Segundo ele, o canal de preços tende a sofrer pressões ao longo do ano.

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