- O dólar à vista fechou estável em R$ 4,9934, alta de apenas 0,01%, com o mercado de olho no desfecho das conversas EUA e Irã.
- No ano, a moeda acumula queda de 9,03% frente ao real; o contrato futuro para maio operava em R$ 5,0085, alta de 0,08%.
- Fontes iranianas disseram que EUA e Irã reduziram ambições de acordo amplo, buscando memorando temporário para evitar escalada no curto prazo.
- Trump anunciou cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, com possível nova reunião entre EUA e Irã no fim de semana.
- No Brasil, o IBC-Br de fevereiro subiu 0,6% ante janeiro; o BC sinaliza corte da Selic em 25 pontos-base, para 14,75% ao ano.
O dólar encerrou a quinta-feira estável frente ao real, em dia de expectativa por desfechos nas negociações entre EUA e Irã. No exterior, a moeda teve sinais mistos frente pares de emergentes.
O dólar à vista fechou em R$ 4,9934, alta de apenas 0,01%. No acumulado do ano, a baixa frente ao real chega a 9,03%. Às 17h19, o dólar futuro para maio subia 0,08%, a R$ 5,0085 na B3.
Mercado reagiu ao noticiário sobre a guerra e seus ruídos ao longo do dia. Fontes iranianas disseram que EUA e Irã reduziram ambições num acordo de paz, buscando um memorando temporário para evitar novo conflito no curto prazo.
Cenário internacional
À tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel e sinalizou que uma próxima reunião com representantes iranianos pode ocorrer no fim de semana. O noticiário manteve o foco nas tensões regionais.
No Brasil, o dólar oscilou entre R$ 4,9855 (-0,14%) e R$ 5,0154 (+0,45%). O movimento refletiu o humor global e expectativas domésticas. Investidores monitoram o impacto de tensões externas sobre fluxos de capitais.
Dados, câmbio e juros
Pela manhã, o Banco Central informou que o IBC-Br subiu 0,6% em fevereiro, frente janeiro, acima da expectativa de 0,47%. O indicador sinaliza atividade acima do previsto.
Na renda fixa, as apostas de cortes na Selic ganharam destaque após o IBC-Br. As taxas dos DIs apresentaram leve ganho, com a Selic em 14,75% ao ano.
O diferencial de juros entre Brasil e EUA, com a taxa americana entre 3,50% e 3,75%, continua apontado como atrativo para capitais estrangeiros, ajudando o real a manter patamares competitivos.
Operação do BC
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. A operação visa manter a liquidez cambial e a comunicação com o mercado.
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