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Economistas dizem que projeções fiscais do governo são irreais

Economistas veem metas do PLDO 2027 como pouco críveis sem ajuste fiscal estrutural, apontando déficit e premissas instáveis de arrecadação

Resultado esperado se sustenta na expectativa de que o PIB encerre o próximo ano em alta de 2,56% e na esperança de que a inflação feche ligeiramente acima dos 3%
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  • Economistas avaliam que as metas do PLDO 2027 são pouco críveis, mantendo o superávit primário de 0,5% do PIB para o próximo ano, com projeção indo a 1,5% do PIB em 2030.
  • O grupo aponta que, sem excluir 0,45% do PIB em despesas com precatórios, o resultado efetivo seria apenas de 0,05% do PIB (cerca de R$ 8 bilhões), o que exige ajustes estruturais.
  • O mercado prevê PIB em torno de 1,8% em 2027, inflação de cerca de 3,91% e déficit de 0,4% do PIB, com expectativa de maiores receitas e redução de despesas obrigatórias.
  • Economistas destacam que os números só seriam viáveis com reformas constitucionais e contenção de gastos; aumentar a tributação enfrenta dificuldade política.
  • O ministro da Fazenda, Darío Durigan, afirma compromisso com a trajetória da dívida, aponta aperto de despesa com pessoal e recomposição cuidadosa de precatórios, sem narração ideológica.

O governo manteve a meta de superávit primário de 0,5% do PIB para 2027 no PLDO 2027, com trajetória de alcançar 1,5% de 2030 em diante. Economistas avaliam que esse conjunto de metas é pouco crível sem ajustes fiscais estruturais e sem medidas adicionais.

Relatórios da equipe econômica apontam que o resultado esperado depende da exclusão de 0,45% do PIB em despesas primárias, como precatórios, para fechar com 0,05% do PIB de déficit. A defesa é de que as premissas estão condicionadas a esse cenário.

Analistas da Warren Rena destacam que a dívida pública exigiria um superávit de pelo menos 2% do PIB para estabilidade. A percepção entre especialistas é de que as metas, tal como apresentadas, não refletem a realidade fiscal.

Perspectivas e credibilidade do governo

Tatiana Pinheiro, da FGV, afirma que manter a meta é positivo, mas as premissas são desiguais com a situação. Ela aponta a necessidade de reformas para sustentar resultados acima de zero no primário.

Zeina Latif, da Gibraltar Consulting, observa que novas fontes de arrecadação são improváveis no cenário atual, elevando o peso de reformas para reduzir despesas obrigatórias. Ela ressalta que mudanças constitucionais seriam essenciais.

O mercado projeta crescimento do PIB de 1,8% em 2027 e inflação próxima de 3,9% no próximo ano, segundo o Focus. A estimativa de déficit permanece em 0,4% do PIB, com altas pressões fiscais observadas.

Verificações externas e perspectivas do governo

O FMI apresenta cenário mais otimista para o Brasil neste ano e menos favorável para o próximo, com projeções divergentes em relação à dívida pública. Em resposta, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, destaca o histórico de superação de estimativas pelo país.

Durigan reafirma o compromisso com a trajetória descendente da dívida a partir de 2030 e afirma que o governo busca aperto de despesas com pessoal. Ele também enfatiza a recomposição de precatórios de forma cuidadosa e conservadora.

A Fazenda aponta que as receitas devem subir com a base tributária e que reduzir despesas obrigatórias dependerá de reformas, especialmente em políticas assistenciais e previdência. O objetivo é alcançar um ajuste fiscal sustentável sem abrir mão de estabilidade econômica.

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