- Sete empresas holandesas de serviços em nuvem formaram a Open Cloud Alliance: Centric, KPN, Info Support, Intermax, Nebul, Previder e Uniserver.
- O grupo tem faturamento anual combinado de dois bilhões e quinhentos milhões de euros e diz criar empregos nos Países Baixos, com receitas geradas e impostos pagos localmente.
- A aliança surge para competir com as três maiores gigantes globais de infraestrutura em nuvem — Microsoft Azure, Google Cloud e Amazon AWS — consideradas dominantes no setor.
- O objetivo principal é disputar contratos públicos e reduzir a dependência de players americanos, não mirar apenas preços.
- Um catalisador para a união foi a potencial venda da Solvinity, provedora de serviços em nuvem, segundo relatos da imprensa.
A Europa está diante de uma disputa de liderança em serviços de nuvem. Três gigantes americanas dominam o mercado global, com Microsoft Azure, Google Cloud e Amazon AWS respondendo por grande parte das receitas. O setor, crucial para a conectividade mundial, atingiu patamares acima de 400 bilhões de dólares em 2025, segundo a Synergy Research.
Para enfrentar esse domínio, sete empresas holandesas resolveram agir de forma conjunta. Centric, KPN, Info Support, Intermax, Nebul, Previder e Uniserver criaram a Open Cloud Alliance, um conglomerado com faturamento anual agregado de 2,5 bilhões de euros. A meta é competir em contratos públicos e reduzir a dependência de gigantes estrangeiras.
O movimento é visto como resposta a riscos estratégicos decorrentes da concentração. Segundo Ludo Baauw, CEO do Intermax, a ideia não é fixar preços, mas ampliar a competitividade em licitações públicas. O grupo cita também a criação de empregos e a arrecadação de impostos no país como ganhos.
A Open Cloud Alliance e seus objetivos
Entre as justificativas, consta a defesa de que manter serviços na Holanda fortalece a economia local e a base de fornecedores. A união surge após o possível desinvestimento de provedora de nuvem Solvinity, que pode ter atuado como catalisador para a cooperação entre as empresas nacionais.
No cenário europeu, a iniciativa é apresentada como forma de reduzir a exposição a uma dependência excessiva de provedores internacionais. Os integrantes afirmam que, juntos, agregam capacidades técnicas, comerciais e de atendimento a contratos públicos.
O que muda para o mercado e para o usuário
Analistas destacam que a parceria pode ampliar a oferta de serviços em nuvem com custos competitivos, além de incentivar inovação local. A expectativa é de que novidades sejam anunciadas conforme a alliance avança em projetos e licitações. A divulgação de detalhes operacionais deve ocorrer conforme o andamento do plano.
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