Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo acolhe recomendação do FMI para BC avaliar choque de preços de energia

Governo acolhe recomendação do FMI para que bancos centrais avaliem choques de energia, mantendo foco na estabilidade de preços e credibilidade

Ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo brasileiro acolhe a recomendação do FMI para que bancos centrais avaliem adequadamente choques de preços de energia, distinguindo efeitos de curto e longo prazo.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Banco Central continuará a perseguir o mandato de estabilidade de preços.
  • Ele destacou riscos de estagflação global e a necessidade de políticas macroeconômicas contracíclicas para mitigar impactos da guerra no Oriente Médio.
  • Durigan afirmou que o Brasil tem economia relativamente robusta, inflação convergindo para a meta e espaço para iniciar ciclo de flexibilização monetária.
  • O ministro pediu apoio do FMI e alertou que, se choques de energia se intensificarem, podem afetar fertilizantes, alimentos e condições financeiras, com recomendação para monitoramento e financiamento emergencial se necessário.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 16, em carta ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) do FMI, que o governo acolhe a recomendação de que bancos centrais avaliem com precisão os choques de preços de energia. A ideia é distinguir efeitos de curto e longo prazo no cenário atual.

Durigan reforçou que o Banco Central brasileiro deve seguir seu mandato de estabilidade de preços, calibrando a política monetária de forma adequada e comunicando-a claramente para preservar credibilidade e ancorar expectativas. O objetivo é evitar repasses de choques de oferta à inflação.

O ministro destacou que crescimento mais fraco e inflação persistente elevam a preocupação com dinâmicas de estagflação global, ressaltando a complexidade da política econômica. Políticas macroeconômicas contracíclicas, quando viáveis, podem atenuar impactos da guerra no Oriente Médio, segundo o diagnóstico dele.

No documento, Durigan aponta que a extensão ou escalada do conflito pode manter disrupções nos mercados de energia, afetando cadeias de fertilizantes e alimentos e pressionando inflação e condições financeiras. O texto enfatiza a necessidade de cooperação econômica global e multilateralismo.

Ele também observou que, em muitos países, o espaço fiscal é limitado e as proteções se estreitam. O sistema global de comércio permanece fragilizado, com a fragmentação geoeconômica em ascensão. Mudanças climáticas e degradação ambiental são citadas como ameaças a serem enfrentadas pela comunidade internacional.

Para o Brasil, o ministro afirmou que a economia doméstica tem apresentado desempenho positivo, com inflação em convergência à meta e espaço para eventual flexibilização monetária. O BC deve continuar buscando a estabilidade de preços, sem abrir mão da estabilidade financeira e do pleno emprego.

Durigan ressaltou que o país possui matriz energética diversificada, com investimentos contínuos em fontes renováveis. A elevação de preços internacionais do petróleo pode ampliar o superávit de comércio e apoiar exportações líquidas, segundo ele.

Entretanto, também há impactos potenciais de restrições ao acesso a fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio, além da menor demanda global e condições financeiras mais restritivas. Esses fatores podem frear parte do impacto favorável da energia.

O ministro finalizou defendendo o compromisso fiscal brasileiro como base de crescimento sustentável. Pontuou que resultados fiscais dos últimos três anos e projeções para 2026 demonstram a determinação de uma consolidação fiscal alinhada ao crescimento.

Durigan pediu ao FMI que continue oferecendo apoio sob medida a países frágeis, afetados por conflitos e a pequenos Estados, reconhecendo a instituição como parte central da rede global de segurança financeira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais