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Governo poderia economizar R$ 22 bilhões com revisão de benefícios sociais

Governo poderia economizar ao menos R$ 22,4 bilhões por ano com a revisão de benefícios sociais, principalmente do INSS e do programa Bolsa Família, sem alterar leis

Acima, trecho de infográfico mostra medidas que poderiam ser adotadas para economizar dinheiro e otimizar programas
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  • Estudo do Insper aponta que o governo federal economizaria ao menos R$ 22,4 bilhões por ano com a revisão de benefícios sociais, sem alterar leis ou cortar direitos.
  • As maiores economias viriam de mudanças na concessão e revisão de benefícios do INSS e do Bolsa Família, conforme o estudo assinado por Sergio Firpo e Thaline Prado.
  • No Bolsa família, a economia seria de cerca de R$ 4,2 bilhões por ano com cruzamentos de bases administrativas e verificação mais rigorosa das informações declaradas pelos beneficiários, com checagem in loco em alguns casos.
  • Limitações e controle de cadastros no BPC (Benefício de Prestação Continuada) podem gerar economia de até R$ 2,7 bilhões com cassação de benefícios indevidos e fiscalização de fraudes.
  • No INSS, as medidas citadas incluem perícias antes e depois da concessão e revisão de condições a cada dois anos para aumentar a eficiência.

O governo federal poderia economizar ao menos R$ 22,4 bilhões por ano com a revisão de benefícios sociais, sem alterar leis em vigor nem cortar direitos já assegurados. O estudo é assinado por pesquisadores do Insper, Sergio Firpo e Thaline Prado, com apoio de organizações de orçamento público.

A maior parte da economia viria de ajustes no INSS e no Bolsa Família, segundo o estudo. Entre as medidas, estão mudanças na concessão de benefícios, cruzamentos de bases administrativas e verificação mais rigorosa de informações autodeclaradas pelos beneficiários.

Para o Bolsa Família, o estudo aponta potencial de economia de R$ 4,2 bilhões por ano por meio de cruzamentos de bases e verificação in loco, em alguns casos, para checar a situação dos beneficiários.

Limitações associadas a BPC (Benefício de Prestação Continuada) também são sugeridas, incluindo cassação de auxílios indevidos e fiscalização de cadastros com indícios de fraude, com ganhos estimados em até R$ 2,7 bilhões.

No âmbito do INSS, o estudo recomenda a adoção de perícias antes e depois da concessão e um processo de revisão de condições a cada dois anos, visando aumentar a eficiência do órgão sem reduzir direitos de quem atende aos critérios legais.

Segundo os autores, reduzir pagamentos indevidos e inconsistências cadastrais, além de evitar acúmulos irregulares, fortalece a proteção social e libera margem fiscal para outras prioridades públicas. A análise é baseada em propostas de Insper, Movimentos Orçamento Bem Gasto e MaisProgresso.

O material completo traz uma proposta de economia por meio de revisões administrativas e de cadastros, destacando impactos positivos na confiança dos programas sociais e na transparência dos gastos públicos.

Dados mencionados pelo Poder360 indicam que, ao fim de 2025, havia cerca de 895 mil famílias recebendo pelo menos um salário mínimo mensalmente em auxílios governamentais, com parcela expressiva de fraudes ou irregularidades identificadas em diversos programas.

No Bolsa Família, estimativas anteriores apontam que cerca de 1,4 milhão de famílias omitirem o cônjuge para receber ilegalmente o benefício, reforçando a necessidade de auditorias mais rigorosas para reduzir desvios sem retirar direitos de quem realmente cumpre os requisitos.

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