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Grano quase zerou descarte de resíduos com vegetais congelados

Grano Alimentos reduz descarte, recicla 96% dos resíduos e investe R$ 24 milhões na agricultura familiar, expandindo vegetais congelados

CEO da Grano Alimentos, Fernando Giansante: "A agenda ESG não é paralela, ela orienta todas decisões estratégicas do negócio" (Divulgação)
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  • Grano Alimentos teve 96% de resíduos reaproveitados ou reciclados em 2025, com compostagem de orgânicos e recuperação de materiais.
  • A empresa detém cerca de 40% do mercado brasileiro de vegetais congelados.
  • Em 2025, investiu R$ 24 milhões na agricultura familiar, mantendo mais de 100 produtores integrados à sua cadeia produtiva.
  • O programa Cultivando Parcerias oferece assessoria técnica, suporte administrativo e capacitação em boas práticas ESG; houve benefício a 105 instituições, atingindo mais de 52 mil pessoas e doando 13,5 toneladas de vegetais congelados.
  • Metas de ESG incluem redução de 6,58% nas emissões de gases de efeito estufa (escopos 1 e 2) em 2025, com ações para reduzir 5% do consumo de água potável até 2030 e investimentos superiores a R$ 40 milhões até 2026 via certificado de recebíveis do agronegócio de caráter social.

A Grano Alimentos tornou-se referência em sustentabilidade no setor de vegetais congelados, ao divulgar seu relatório de 2025. A empresa afirma ter reaproveitado ou reciclado 96% dos resíduos gerados, integrando gestão de resíduos, treinamento de colaboradores e uma cadeia de fornecedores alinhada a critérios socioambientais rigorosos. A reportagem teve acesso ao documento antes oficial.

Fundada na Serra Gaúcha, a Grano detém cerca de 40% do mercado nacional de vegetais congelados. Para o CEO Fernando Giansante, a agenda ESG não é paralela, mas orienta todas as decisões estratégicas. Sob sua gestão desde 2018, a empresa ampliou o portfólio com a aquisição da Gerônimo, voltada ao plant-based.

Desempenho e foco estratégico

Entre os itens estratégicos, os principais produtos são brócolis, couve-flor, ervilha e mix de legumes. A empresa destina resíduos orgânicos à compostagem e devolve o adubo ao campo. Papéis e plásticos passam por reciclagem, e óleos por rerrefino, com recuperação de componentes elétricos quando cabível.

Grande parte do dia segue sem descarte em aterros industriais licenciados. A Grano também homologou fornecedores que priorizam tecnologias de reciclagem e administra logística reversa de embalagens, medindo cada etapa para converter resíduos em matéria-prima.

Impacto social e agricultura familiar

O relatório destaca o investimento de R$ 24,3 milhões em agricultura familiar em 2025, com mais de 100 produtores integrados à cadeia produtiva. Mais de 40% desses produtores atuam com a empresa há mais de cinco anos, demonstrando relação estável de longo prazo.

A linha Cultivando Parcerias oferece assessoria técnica, apoio administrativo e capacitação em boas práticas ESG. Segundo a diretora de Sustentabilidade, Michele Lopes, o papel da Grano vai além da produção de alimentos, promovendo capacitação e inclusão na comunidade local.

O impacto social já se reflete em 105 instituições beneficiadas e mais de 52 mil pessoas alcançadas, com doação de 13,5 toneladas de vegetais congelados e cerca de 33 mil porções.

Descarbonização e governança

A Grano vincula ESG ao crescimento, com governança estruturada e metas monitoradas, alinhadas a padrões internacionais como GRI e ODS. Em 2025, houve queda de 6,58% nas emissões de gases de efeito estufa nos escopos 1 e 2, dentro do plano de descarbonização até 2033.

Na gestão hídrica, foi criado um comitê dedicado e estabelecida meta de reduzir 5% o consumo de água potável até 2030. O CEO ressalta que o desafio envolve toda a cadeia, atuando como agente de desenvolvimento junto aos parceiros, sobretudo no universo agrícola.

A Grano planeja seguir crescendo com ganhos de eficiência e impacto positivo na cadeia de valor, mantendo o foco no que trouxe a empresa até aqui, segundo Fernandes Giansante.

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