- O preço médio do litro da gasolina em Hong Kong foi de R$ 20,66; o diesel fica acima de R$ 22, e encher um tanque de 47 litros de Fiat Mobi sairia por cerca de R$ 971,02.
- Hong Kong não possui refinarias e precisa importar toda a sua demanda, o que eleva os custos; a crise imobiliária na região também aumenta o valor nos postos.
- A guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, pressionou ainda mais os preços, com a gasolina subindo noventa por cento desde então.
- Como apoio, o governo criou um subsídio de HKD três por litro de diesel por dois meses, custo de cerca de R$ 1,2 bilhão; serão adotidas ainda reduções de pedágio para veículos de carga, ônibus e táxis.
- A alta dos combustíveis já impacta os hábitos: há menos carros nas ruas e mais uso de transporte público; cerca de 17,2% dos veículos são elétricos, com investimentos públicos superiores a R$ 2,2 bilhões desde 2019 em ônibus elétricos e recarga.
Hong Kong registra os combustíveis mais caros do mundo, com o litro da gasolina chegando a 20,66 reais nesta semana e o diesel acima de 22 reais. A disparada ocorre apesar de a região depender totalmente de importação para abastecimento, por não possuir refinarias.
A elevação de preços é consequência de fatores locais e globais. A ausência de refinarias faz com que a região importe a totalidade de sua demanda, enquanto a alta de março no preço do barril, agravada pela guerra no Oriente Médio, derrama sobre o custo final.
A agência reguladora aponta que a variação da gasolina desde o fim de fevereiro chegou a 9,1%, enquanto no Brasil o reajuste ficou em cerca de 7,8%. Em Hong Kong, o custo de vida elevado, incluindo o preço do metro quadrado, é repassado aos postos.
Para amenizar o impacto, o governo local instituiu um subsídio de 3 dólares de Hong Kong por litro de diesel, válido por 2 meses, com custo estimado de 1,2 bilhão de dólares locais. A medida prioriza ônibus, balsas e barcos de pesca.
Foco na mobilidade e impactos locais
O governo anunciou ainda a redução de pedágios para caminhões, ônibus, micro-ônibus e táxis, buscando segurar custos logísticos. Em março, estima-se que haja cerca de 500 mil veículos particulares na cidade, o que representa aproximadamente um carro para 15 pessoas, segundo a Associação Automobilística.
A preferência por transporte público é evidente: o metrô é amplamente utilizado e, diante dos preços elevados, muitos escolhem viajar para a China para abastecimento. Em Shenzhen e Zhuhai, o litro de gasolina custa, em média, 6,99 reais.
Turismo, eletrificação e investimentos
A eletrificação avança, com 17,2% dos veículos na região sendo elétricos, ante 11,5% em 2024. O governo investiu mais de 2,2 bilhões de reais desde 2019 na aquisição de ônibus elétricos e na construção de pontos de recarga. A mudança é parte de uma estratégia de longo prazo para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
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