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Ibovespa busca 200 mil pontos com esperanças no fim da guerra; dólar sobe

Ibovespa tenta alcançar 200 mil pontos com cautela ante negociações EUA-Irã; dólar avança e mercado digere a prévia do PIB

esperar — Foto: Getty Images
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  • Ibovespa caía para 197.266 pontos às 13h08, após ensaiar alta; Petrobras subia mais de 4% ajudando a sustentar o mercado, com a expectativa de chegar aos 200 mil pontos ainda nesta semana.
  • O dólar operava em alta de 0,13%, a R$ 4,9983.
  • A prévia do PIB (IBC-Br) de fevereiro surpreendeu positivamente o mercado, com indústria forte e consumo aquecido, embora comparado ao ano anterior apontasse queda de 0,27%.
  • No cenário externo, EUA e Irã sinalizaram abertura para nova rodada de conversas, mas persistem obstáculos como o Estreito de Ormuz e o programa nuclear do Irã; o Brent operava em US$ 96,52 e o WTI em US$ 92,22.
  • Em ações, CSN ON avançava 3,46% e Hapvida subia 2,69%; Petrobras ON caía 0,12% e as preferenciais subiam 0,23%, enquanto Vale ON ganhava 0,73%; nesta manhã, também houve a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, na Operação Compliance Zero.

O Ibovespa tentou sustentar a trajetória de alta pela manhã, mirando os 200 mil pontos, mas encerrou em queda após a falta de sinais concretos de cessar-fogo. O recuo ocorreu mesmo com Petrobras abrindo vantagem no dia, ajudando a conter a baixa.

Às 13h08, o Ibovespa caía 0,24%, aos 197.266 pontos. O dólar operava em alta de 0,13%, a R$ 4,9983. Na véspera, o mercado chegou a ver o índice próximo dos 199 mil pontos, o que mantém a expectativa de alcançar 200 mil nesta semana.

Panorama doméstico e fatores de preço

No cenário internacional, as negociações entre EUA e Irã seguem incertas, com obstáculos como a reabertura do Estreito de Ormuz e divergências sobre o programa nuclear. Ontem, a maioria do Senado americano apoiou ações contra o Irã, o que alimenta cautela no mercado.

O petróleo manteve alta, com o Brent em US$ 96,52 o barril e o WTI em US$ 92,22, refletindo o risco geopolítico. O quadro trouxe volatilidade aos ativos de risco e reforçou a vigilância sobre o câmbio e as commodities.

Dados locais e movimentos de ações

A divulgação da prévia do PIB (IBC-Br) em fevereiro chamou atenção. O dado mostrou atividade acima do esperado pelo quinto mês seguido, com indústria forte e consumo interno aquecido, ainda que haja defasagens sazonaís. A leitura também aponta influência de metas do Banco Central para conter a inflação.

Pablo Spyer, da ANCORD, explica que a comparação com fevereiro do ano anterior caiu mais do que o esperado, em parte por calendário e pela estratégia de esfriar a economia para controlar a inflação. O mercado manteve a leitura de atividade sólida, sem pressão inflacionária explosiva, mantendo a discussão sobre juros em aberto.

Entre os ativos, CSN ON subiu 3,46% e Hapvida avançou 2,69%. A Itaú BBA aponta que a Hapvida poderia fortalecer a estrutura de capital ao vender operações no Sul, como Clinipam e CCG em Minas Gerais. Petrobras ON caiu 0,12% e Petrobras PN subiu 0,23%. Vale ON avançou 0,73%.

Em meio ao noticiário, a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, na Operação Compliance Zero, foi acompanhada como desdobramento relevante para o setor financeiro. As informações reforçam o ambiente de cautela e monitoramento de fraudes.

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