- O presidente do Chile, José Antonio Kast, anunciou o pacote “lei tutti frutti” com mais de 40 medidas para impulsionar a economia; envio ao Congresso nos próximos dias e resistência da oposição.
- A principal ação é a redução gradual do imposto de renda de empresas de 27% para 23%, beneficiando cerca de 150 mil empresas.
- O pacote inclui redução temporária do imposto sobre valor agregado (IVA) de imóveis novos, incentivos à repatriação de capitais e reconstrução de mais de mil moradias destruídas por incêndios.
- A meta é reduzir o desemprego para 6,5% até 2030 e crescer cerca de 4% ao ano; o governo promete equilíbrio das contas públicas ao fim do mandato.
- A oposição critica os cortes de impostos, afirmando que favorecem os mais ricos e reduzem recursos para políticas públicas; o projeto ganhou o apelido de “lei Tutti frutti” por reunir várias medidas.
O presidente do Chile, José Antonio Kast, anunciou nesta quarta-feira, 16, um pacote de reformas com mais de 40 medidas para dinamizar a economia. O objetivo é romper o ciclo de estagnação e impulsionar investimentos. O texto será enviado ao Congresso nos próximos dias e terá resistência da oposição.
Em seu primeiro discurso nacional desde a posse, Kast afirmou que o plano representa uma mudança de rumo. O governo prometeu ações de curto e longo prazo, incluindo cortes de impostos, estímulos ao investimento e esforços de reconstrução.
Em anúncio televisivo, o mandatário enfatizou o caráter emergencial da gestão. Disse que este é o governo de emergência que prometemos e que os fatos vão mudar a vida de milhões de chilenos.
Corte de impostos e estímulos
A medida central reduz gradualmente o imposto de renda de empresas, de 27% para 23%. O governo afirma que cerca de 150 mil companhias devem ser beneficiadas.
A proposta também prevê redução temporária do IVA sobre imóveis novos, incentivos à repatriação de capitais e apoio à reconstrução de mais de mil moradias destruídas por incêndios.
A meta é cortar o desemprego para 6,5% até 2030 e elevar o crescimento econômico para ~4% ao ano, acima dos 2,5% do ano passado. O governo aposta em equilíbrio fiscal no fim do mandato.
Reações e obstáculos
Desde o início, Kast vem promovendo cortes de gastos e ajustes regulatórios. Segundo o governo, essas medidas buscam reduzir custos de vida e estimular investimento.
A oposição contesta o pacote, com críticas ao perfil de corte de impostos. Lideranças de centro-esquerda afirmam que a proposta beneficia os mais ricos e pode reduzir recursos para políticas públicas.
Mesmo com a maioria parlamentar de direita, o governo não tem maioria estável para aprovar tudo sem negociação. Analistas veem a estratégia como necessária para avançar no Congresso.
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