- Nesta semana, Minerva levantou US$ 600 milhões, J&F US$ 400 milhões e Banco do Brasil US$ 500 milhões em captações no exterior, totalizando US$ 1,5 bilhão.
- Emissões no atual intervalo podem somar até US$ 4 bilhões, segundo especialistas que atuam no mercado de dívida externa.
- A demanda é sustentada pela readequação de carteiras de investidores, que passaram a buscar novas oportunidades no exterior.
- O Tesouro brasileiro realizou uma emissão externa de eurobonds no valor de US$ 5 bilhões, com três vencimentos, atraindo grande demanda.
- Há expectativa de novas emissões externas nas próximas semanas, com um pipeline em construção entre empresas e emissores.
O ambiente internacional mais calmo entre Estados Unidos e Irã, e entre Israel e Líbano, abriu brechas para novas captações brasileiras no exterior por meio de emissões de dívida. Em apenas esta semana, empresas brasileiras e o BB captaram juntos US$ 1,5 bilhão, sinalizando recuperação gradual do apetite de investidores estrangeiros.
Entre os players, Minerva Foods liderou o levantamento externo com US$ 600 milhões na quarta-feira, 15 de abril. Na quinta-feira, 16 de abril, a J&F captou US$ 400 milhões, e o Banco do Brasil fechou negócio ao levantar US$ 500 milhões. Os recursos captados servem para alongar prazos e fortalecer balanços em meio a incertezas globais.
Para o mercado, o cenário aponta que mais emissões podem ocorrer nas próximas janelas, a depender da evolução da conjuntura geopolítica e da disposição de investidores. Profissionais do setor entendem que fundos e outros gestores re posicionaram seus portfólios e podem buscar novas oportunidades no exterior.
Segundo analistas, a janela atual tende a restringir-se a operações bem estruturadas, com demanda robusta. O Tesouro Brasileiro também tem participado ativamente das captações externas, tendo captado 5 bilhões de euros em uma única emissão recente, com boa demanda e ampla base de investidores.
A expectativa é de continuidade de emissões no curto prazo, desde que haja condições de mercado favoráveis. Executivos de bancos ressaltam que há um pipeline de potenciais emissões externos, com empresas acompanhando o mercado de forma ativa e avaliando janelas para captar recursos no exterior.
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