- A Manchester, quarto acquisition em seis meses, comprou a Rêmora Capital para ampliar a atuação em crédito.
- A Rêmora é especializada em estruturar captações de recursos para pequenas e médias empresas e em reestruturação de dívidas.
- A Manchester busca que o crédito passe a responder por cerca de 30% da receita em três anos, ante 10% hoje; a empresa faturou R$ 200 milhões no ano passado.
- A operação ocorre em meio a movimentos de escritórios que atuam com assessoria de investimentos, com foco também no interior do país.
- A empresa já havia adquirido Ficus Capital, Maven e Siglo e planeja novas aquisições, especialmente em São Paulo.
Em meio às mudanças no mercado de assessorias de investimento, a Manchester faz sua quarta aquisição em seis meses, comprando a Rêmora Capital para ampliar a atuação em crédito. A operação reforça o portfólio da empresa, filiada à XP, que já atua no segmento de captações para empresas.
A Manchester é um dos maiores escritórios filiados à XP, com cerca de R$ 26 bilhões em custódia. A fusão com a Rêmora Capital expande a prática de captação de recursos para PMEs, que já era parte do modelo da Manchester, mas passa a responder por uma fatia maior da receita.
O anúncio chega em meio a uma onda de aquisições no setor e visa acelerar o crescimento da vertical de crédito, amplamente demandada por clientes que buscam soluções mais robustas em investimentos e captação. A empresa foca em pequenas e médias empresas, com atuação concentrada no interior.
A direção da estratégia
A Manchester pretende elevar a participação do crédito na receita para cerca de 30% em três anos, ante aproximadamente 10% hoje. O faturamento da empresa foi de R$ 200 milhões no ano anterior, conforme informações divulgadas pelo veículo Brazil Journal.
Segundo Fábio Nunes, CFO da Manchester, há demanda por estruturação de FIDCs, CRIs, CRAs, debêntures e por reestruturação de dívidas, segmento que, com juros altos, respondeu por 65% das operações da Rêmora nos últimos dois anos.
As aquisições anteriores da Manchester foram Ficus Capital, Maven e Siglo, com o objetivo de ampliar escala em investimentos. O escritório ressalta que o mercado se tornou mais sofisticado e demanda serviços estruturados, não apenas venda de produtos.
Perspectiva e presença regional
Lucas Pereira, diretor institucional, afirma que a empresa precisa oferecer serviço integrando estrutura de investimentos e captação. A Manchester planeja novas aquisições, especialmente em São Paulo, onde a presença ainda é reduzida.
A atuação histórica começou em Joinville, em 1967, e hoje a operação está mais intensiva no Paraná e em Santa Catarina, com planos de ampliar a atuação no interior paulista para atender demanda regional.
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