- O São Paulo Innovation Week (SPIW) ocorre de 13 a 15 de maio, em São Paulo, reunindo mais de dois mil palestrantes em diversos palcos, com a trilha de mobilidade conectando desenho urbano, transição energética, inovação e inclusão.
- A mobilidade é apresentada como ativo estratégico para cidades, governos e investimentos, discutindo como infraestrutura redefine territórios e mercados imobiliários.
- Debates destacam integração de modais tradicionais com soluções emergentes, como mobilidade aérea urbana, e a relevância da mobilidade para planejamento urbano e crescimento das metrópoles.
- No segundo dia, o foco é a transição energética: descarbonização, eletrificação do transporte e a interligação entre transporte, energia e capital, com participação de autoridades como prefeitos.
- O evento encerra com perspectivas futuras da mobilidade no Brasil, incluindo tecnologia, dados, inclusão e modelos de negócio que podem redesenhar o cotidiano urbano.
Nas grandes cidades, a mobilidade deixou de ser apenas um meio para se tornar protagonista. O São Paulo Innovation Week (SPIW), festival promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, acontece de 13 a 15 de maio na capital paulista e aborda deslocamentos como tema central do desenvolvimento urbano, agenda climática e inclusão.
A programação reúne mais de 2 mil palestrantes em palcos distribuídos entre a Arena Pacaembu e a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). As trilhas temáticas vão de tecnologia a impacto social, com foco em mobilidade, inovação e mercado imobiliário.
Paula Faria, curadora e especialista em cidades inteligentes, ressalta que mobilidade é um ativo estratégico para governos e investidores, indo além do deslocamento. A discussão aborda como fluxos e conexões redesenham territórios e cidades.
Infraestrutura que redesenha o mapa urbano
A abertura privilegia a mobilidade como eixo central da transformação urbana. Sérgio Avelleda discute a necessidade de tratar o transporte como ativo estratégico. Gestores públicos e privados debatem sobre integração de modais e o papel da mobilidade aérea urbana.
Líderes do setor público, como Gilmar Pereira Miranda, destacam a importância de conectar modais tradicionais a soluções emergentes, além de explorar impactos da mobilidade no desenho de cidades e mercados.
O debate também analisa a relação entre infraestrutura de mobilidade e desenvolvimento imobiliário, com exemplos de grandes projetos que alteraram a lógica de cidades e regiões metropolitanas.
Mobilidade como pauta climática e de negócios
No segundo dia, o tema avança para a transição energética. A mobilidade é apresentada como elemento-chave na agenda climática e na atração de investimentos. Executivos e gestores públicos discutem descarbonização e eletrificação em larga escala.
Participam do debate representantes do setor privado e de políticas públicas, explorando a interligação entre transporte, energia e capital. O objetivo é indicar modelos de negócio e oportunidades econômicas resultantes dessa integração.
Caso prático mostra como cidades eficientes dependem de circulação de pessoas e mercadorias, conectando pontos estratégicos e fomentando novos polos de desenvolvimento.
Tecnologia, inclusão e o futuro em construção
No terceiro dia, o foco se volta à inclusão como direito básico. Debates sobre dados, sensores e IA discutem como a gestão urbana pode tornar o transporte mais acessível e justo. Renata Falzoni participa de mesa sobre inclusão, dados e futuro.
Painéis abordam uso de dados e plataformas para subsidiar decisões de mobilidade. Empresas de tecnologia discutem como soluções digitais podem melhorar a eficiência operacional e a equidade no sistema de transporte.
O SPIW encerra com perspectiva de longo prazo para a mobilidade no Brasil, incluindo temas como novas tecnologias, modelos de negócio e soluções para redesenhar o cotidiano urbano nos próximos anos.
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