- A guerra no Oriente Médio deve reduzir a oferta mundial de fertilizantes.
- O Brasil importa quase 90% dos fertilizantes usados na agricultura.
- Principais fornecedores são Rússia, China e Canadá, com parte do insumo vindo do Oriente Médio.
- A previsão é de queda na oferta internacional de milhões de toneladas.
- Especialistas apontam faltas de nitrogênio e sulfato de amônio, com impactos na próxima safra de milho, soja, café e trigo.
A oferta de fertilizantes deve recuar no mercado mundial devido ao conflito no Oriente Médio. A situação impacta especialmente o Brasil, que depende quase 90% de insumos importados para a safra seguinte. O agronegócio brasileiro é eficiente, mas enfrenta vulnerabilidade nessa área.
A maior parte dos fertilizantes usados no país vem de fora, com destaque para Rússia, China e Canadá. Parte dos insumos tem origem ou passagem pelo Oriente Médio, cenário de guerra, o que aumenta a insegurança de suprimentos.
Especialistas apontam que a queda na disponibilidade pode atingir milhões de toneladas no mercado global, elevando preços e pressionando o custo de produção agrícola. A combinação do conflito com interrupções logísticas agrava o cenário.
Impacto no Brasil
Para o Brasil, a dependência de importação envolve riscos para a próxima safra. A incerteza sobre o fornecimento de nitrogênio e sulfato de amônio preocupa produtores de milho, soja, café e trigo.
O efeito esperado é maior nos componentes-chave dos fertilizantes, segundo analistas. Atrasos e variações de preço podem impactar a rentabilidade do produtor e a estabilidade de oferta de alimentos.
A avaliação é de que o desabastecimento internacional ainda não é definitivo, mas a tendência aponta para ajustes de preço e disponibilidade nos próximos meses. O monitoramento oficial deve acompanhar de perto a evolução do conflito.
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