- Perfis do Instagram de MC Ryan SP e do influenciador Chrys Dias foram derrubados após prisões na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
- Chrys Dias tinha cerca de 14,8 milhões de seguidores e MC Ryan SP possuía 15,6 milhões; Chrys era apresentado como empresário de Ryan.
- MC Ryan SP foi detido em um apartamento na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP), durante uma festa; Poze do Rodo também foi preso e mais 77 pessoas foram indiciadas.
- A Justiça determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de R$ 1,6 bilhão; foram apreendidos R$ 20 milhões em bens de luxo, dinheiro e equipamentos.
- A PF aponta que influenciadores eram usados para movimentar dinheiro ilícito, com uso de processadoras de pagamento e empresas para ocultar as operações; parte do dinheiro teria origem no tráfico de drogas.
Os perfis do Instagram do MC Ryan e do influenciador Chrys Dias foram retirados do ar nesta quinta-feira, 16, após prisão durante a Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal. A investigação apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas a atividades ilícitas.
Chrys Dias, que se apresentava como empresário de Ryan, possuía cerca de 14,8 milhões de seguidores; Ryan, 15,6 milhões. As prisões ocorreram em diferentes estados, conforme a PF, que coordena a ação integrada contra o crime financeiro.
Na última quarta-feira, MC Ryan foi detido em um apartamento na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, interior de São Paulo, durante uma festa. A PF afirma que ele utilizava a influência para justificar patrimônio e contornar alertas de compliance.
Além de Ryan, Poze do Rodo foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. O influencer Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, foi capturado em Goiânia. Ao todo, 77 pessoas físicas e jurídicas foram indiciadas.
A PF realizou 33 de 39 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão em cidades de SP, Rio de Janeiro, Goiás e outros estados. A ação ocorreu sob a égide da 5ª Vara Federal de Santos (SP).
Foram apreendidos bens avaliados em milhões: carros de luxo, relógios, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos. Também houve bloqueio de ativos no valor de 1,6 bilhão de reais para interromper atividades ilícitas.
Segundo a PF, a operação visa desarticular uma associação criminosa que movimentava dinheiro e criptoativos no Brasil e no exterior. O objetivo era desviar recursos ligados a crimes como tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas.
A investigação detalha o uso de processadoras de pagamento para transferir grandes volumes de dinheiro, com emprego de contas de passagem e laranjas para dificultar o rastreamento. Parte dos recursos teriam origem em facções criminosas.
O delegado Maceiras destacou o papel dos influenciadores na propaganda de empresas ilegais. Ele afirma que a visibilidade facilita a movimentação sem acionar os sistemas de compliance e bancos, tornando o recrutamento mais eficiente.
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