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Petrobras avalia retornar à distribuição de combustíveis, diz presidente

Petrobras estuda retornar à distribuição de combustíveis até 2029, dependente do fim do não-compete com a Vibra

Magda Chambriard, presidente da Petrobras: “Existe essa possibilidade, por óbvio, a partir do não-compete com a Vibra, que seria em meados de 29" (Leandro Fonseca /Exame)
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  • A Petrobras avalia retornar ao mercado de distribuição de combustíveis no Brasil a partir de 2029, após a venda da BR Distribuidora e da Liquigás.
  • O retorno depende do fim do contrato de não-concorrência com a Vibra, previsto para meados de 2029, e o tema já está em discussão no conselho da empresa.
  • Segundo a presidente Magda Chambriard, a Petrobras tinha cerca de 27% do mercado antes da venda da BR Distribuidora, o que lhe conferia maior influência sobre o preço final.
  • Hoje, a companhia não atua na etapa final da cadeia de distribuição, mantendo a maior parte da produção e do refino (cerca de 70% do diesel consumido no Brasil) e já foca em vender para grandes clientes, com parcerias como a Vale, especialmente no agronegócio.
  • Chambriard critica a desverticalização e afirmou que as vendas de ativos não reduziram preços ao consumidor; mesmo assim, a atuação gradual já começou com novas vendas de diesel a grandes clientes.

A Petrobras avalia retornar ao segmento de distribuição de combustíveis no Brasil a partir de 2029. A ideia surge após a venda de ativos como BR Distribuidora e Liquigás, em meio à volatilidade dos preços do petróleo e a tensões geopolíticas. A presidente Magda Chambriard sinalizou a possibilidade, condicionada ao fim do acordo de não concorrência com a Vibra.

A discussão já ocorre no âmbito do conselho da Petrobras e envolve avaliar impactos estratégicos, regulatórios e de mercado. A instituição mantém o foco na sua posição de controle de produção e refino, com o objetivo de entender como o retorno poderia afetar o equilíbrio entre atuação direta e parcerias.

Contexto e Movimentos em Debate

A saída do setor de distribuição, em 2019, é citada pela presidente como limitadora da influência sobre o preço final ao consumidor. Antes da venda da BR Distribuidora, a empresa tinha cerca de 27% de participação do mercado de distribuição, segundo a gestão atual.

Ainda hoje, a Petrobras concentra grande parte da produção e do refino, respondendo por grande parte do diesel consumido no Brasil. A empresa não atua mais diretamente na etapa final da cadeia de distribuição.

Desverticalização e Impactos

Magda Chambriard critica o processo de desverticalização promovido nos últimos anos, apontando que as promessas de reduzir preços não se concretizaram. As vendas teriam gerado ônus adicional à sociedade, segundo a presidente.

De acordo com a alta gestão, o retorno gradual já começou, com a atuação em venda de diesel para grandes consumidores. Parcerias firmadas, como com a Vale, ampliam esse modelo, sobretudo no agronegócio, em época de safra.

Perspectiva e Condições

A decisão final depende de estudos internos e do cenário de mercado, devendo ganhar forma apenas após o término das restrições contratuais com a Vibra, previsto para meados de 2029. A Petrobras afirma que o impacto no preço do gás de cozinha deve ser nulo.

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