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Petrobras escolhe Guilherme Mello para presidir o conselho da estatal

Guilherme Melo assume a presidência do conselho da Petrobras após renovação de metade do órgão, em meio a críticas de Lula e impactos para governança

Assembleia elege Guilherme Mello para comandar o conselho de administração da Petrobras
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  • A Petrobras elegeu Guilherme Mello, secretário executivo do Ministério do Planejamento, para presidir o conselho de administração, substituindo Bruno Moretti.
  • A renovação do conselho ocorreu pela metade, com seis cadeiras indicadas pela União, quatro por minoritários e Rosângela Buzanelli confirmada como representante dos empregados.
  • Guilherme Mello foi escolhido após a eleição entre minoritários; Francisco Petros venceu a disputa, enquanto Márcio Girão Barroso recebeu 1,09% dos votos.
  • O mandato do conselho vai até 2028, com a seguinte composição: indicados pela União — Fábio Henrique Bittes Terra, Guilherme Mello, José Fernando Coura, Magda Chambriard, Marcelo Weick Pogliese e Renato Galuppo; indicados pelos minoritários — Francisco Petros, José João Abdalla, Marcelo Gasparino e Rachel de Oliveira Maia.
  • Em assembleia, foram aprovadas as contas de 2024, o orçamento de capital para 2026 (investimentos de 114 bilhões de reais, com prioridade para Exploração & Produção) e a distribuição de dividendos.

A Petrobras escolheu Guilherme Mello para presidir o seu conselho de administração. Em assembleia, acionistas renovaram pela metade o órgão, que passa a ter Mello, secretário executivo do Ministério do Planejamento, no comando, substituindo Bruno Moretti, que saiu para assumir o Ministério do Planejamento. O anúncio ocorre em meio a críticas do presidente Lula e a ajustes na gestão da estatal.

A eleição acontece em um momento de reacomodação institucional, após a demissão de um diretor da empresa e de mudanças no repasse de ágio de um leilão de GLP. A decisão também coincide com movimentos para equilibrar a relação entre governo, mercado e estratégia de preços dos derivados.

Composição do conselho e mandato

A nova formação mantém seis cadeiras da União entre 11, com quatro ocupadas por minoritários. O mandato é de até 2028. Marcelo Gasparino retorna ao colegiado, após renúncia no ano anterior para tentar vaga em outra empresa.

Indicam pela União: Fábio Terra, Guilherme Mello, José Coura, Magda Chambriard (CEO da Petrobras), Marcelo Pogliese e Renato Galuppo. Pelos minoritários aparecem Francisco Petros, José Abdalla, Gasparino e Rachel Maia. Representante dos empregados é Rosângela Buzanelli, já confirmada pelo representante da União.

Desempenho e orçamento de 2026

Petros venceu Márcio Girão Barroso, que obteve 1,09% dos votos. Petros destacou que os próximos dois anos trarão desafios na transição energética, na governança e na gestão de cadeias de suprimento, além da volatilidade de preços de energia e combustíveis.

Os acionistas aprovaram a manutenção de 11 membros no conselho, as contas de 2023 e o orçamento de capital para 2026, com investimentos de cerca de 114 bilhões de reais. A maior parte, 83,6 bilhões, fica em Exploração e Produção; 19,9 bilhões para Refino, Transporte e Comercialização; 7,5 bilhões para Gás e Energias de Baixo Carbono; e 3 bilhões para o setor Corporativo.

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