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PF encontra R$270 mil em publicidade ligada a MC Ryan SP e Choquei

PF encontra R$ 270 mil em publicidade de MC Ryan SP para o dono da Choquei; investigação aponta esquema de lavagem de cerca de R$ 1,6 bilhão

Raphael Sousa Oliveira é criador e dono da página “Choquei”
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  • A Polícia Federal identificou pagamentos de R$ 270 mil em publicidade de MC Ryan SP para Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, entre 2024 e 2025.
  • O advogado de Raphael afirmou ao Terra que não tem certeza da origem do segundo pagamento, sugerindo a possibilidade de um terceiro interveniente no processo.
  • Raphael Oliveira atuaria, segundo a Justiça, na gestão de imagem e promoção digital, funcionando como operador de mídia da organização investigada.
  • A Justiça aponta MC Ryan como líder do esquema, com uso de empresas ligadas à produção musical para mesclar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais.
  • A defesa de Raphael negou envolvimento com atividades criminosas; a Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão.

O DPF divulgou que a PF encontrou pagamentos de R$ 270 mil destinados à publicidade de MC Ryan SP, pagos ao dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, entre 2024 e 2025. Os valores aparecem na análise técnica da Polícia Federal.

Segundo a defesa, não é possível confirmar de imediato a origem exata de todos os pagamentos. O advogado Frederico Medeiros afirmou haver indícios de terceiros envolvidos que teriam efetuado parte das transações, sem lembrar os nomes.

Raphael Sousa Oliveira é apontado pela Justiça como gestor de imagem e promoção digital da organização investigada. Ele atuaria como operador de mídia, recebendo valores de Ryan e de outros investigados para favorecer conteúdos e promover plataformas de apostas.

A investigação atribui ao MC Ryan SP o papel de líder e beneficiário econômico do esquema. A Justiça descreve uso de empresas ligadas à produção musical para misturar receitas lícitas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais.

Segundo o tribunal, haveria mecanismos de blindagem patrimonial, com transferências a familiares e a terceiros, além de distanciamento do capital ilícito de sua pessoa física. O objetivo seria reinserir recursos na economia formal.

A rede de operadores, conforme a Justiça, facilitaria a circulação de valores provenientes de apostas ilegais tanto no Brasil quanto no exterior. A avaliação também aponta uso de estruturas para ocultação de ganhos.

Na quarta-feira, a defesa de Raphael afirmou à TV Anhanguera que ele não tem qualquer relação com atividades criminosas. O Terra ainda não localizou a defesa dos demais envolvidos no caso.

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