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PF tem total autonomia para investigar o Master, afirma diretor

PF garante autonomia total para investigar fraude no caso Master; quarta fase prende ex-presidente do BRB e advogado por suposta propina de R$ 146 milhões

Diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad
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  • PF deflagrou a quarta fase da operação Compliance Zero, com prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e do advogado Daniel Lopes Monteiro.
  • O diretor-executivo da PF, William Murad, disse que a instituição tem “total e ampla” autonomia para investigar os desdobramentos do caso.
  • A investigação apura pagamento de propina de R$ 146 milhões para facilitar a venda do Banco Master ao BRB, conforme apuração da PF.
  • O pagamento seria feito por meio de imóveis localizados em Brasília e em São Paulo, sendo quatro em São Paulo e dois em Brasília.
  • Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master, é apontado como destinatário da propina, e o Banco Central já havia suspenso a operação por suspeita de fraude financeira relacionada ao negócio.

A Polícia Federal (PF) informou que possui total e ampla autonomia para investigar as suspeitas de fraude associadas ao Master, conforme declaração do diretor-executivo William Murad. A afirmação foi feita durante coletiva no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

A quarta fase da operação Compliance Zero prendeu preventivamente Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e o advogado Daniel Lopes Monteiro. Os dois são investigados pela suspeita de pagamento de propina relacionada à venda do Banco Master ao BRB.

A PF investiga se Costa recebeu cerca de R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro como vantagem indevida para facilitar a aquisição do banco distrital. O pagamento seria feito por meio de imóveis em Brasília e São Paulo, conforme apurações.

Contexto da operação

Daniel Vorcaro atuou como advogado do Master nas negociações para a venda ao BRB. A operação foi suspensa pelo Banco Central, que apontou indícios de fraude financeira envolvendo Vorcaro e a condução do negócio.

Envolvidos e desdobramentos

As investigações apontam que as transações imobiliárias contemplariam quatro imóveis em São Paulo e dois em Brasília. A PF continua apurando a origem dos recursos e o suposto esquema de propina no processo de venda.

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