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Polícia mira quadrilha suspeita de fraude milionária em créditos de veículos

Operação Eris investiga quadrilha que frauda financiamentos de veículos com laranjas; movimentação estimada de R$ 1 milhão, com buscas no RJ e Santa Catarina

Operação Eris mira quadrilha suspeita de fraude milionária em financiamentos de veículos no RJ e SC. | Reprodução
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  • A Polícia Civil realiza a operação Eris, com seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (Niterói, Guapimirim, Icaraí e Piratininga) e em Capivari de Baixo, Santa Catarina.
  • O grupo é suspeito de fraudes em financiamentos de veículos, tendo movimentado cerca de R$ 1 milhão; pessoas seriam usadas como laranjas para emitir financiamentos sem autorização dos proprietários.
  • O esquema envolvia alienação fiduciária descoberta pela vítima; carros eram financiados com laranjas, dívidas eram negociadas por valores baixos e, após desbloqueio, os veículos eram revendidos pelo valor original.
  • A investigação aponta organização com núcleos distintos: liderança e planejamento, além de atuação de falsificação de documentos para aprovar financiamentos fraudulentos.
  • A polícia solicitou o bloqueio de bens e contas dos investigados; pessoas afetadas são orientadas a entrar em contato para colaborar com a identificação dos responsáveis.

Policiais Civis do Rio de Janeiro deflagraram nesta quinta-feira a operação Eris, que mira uma quadrilha suspeita de fraudes em financiamentos de veículos. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis de Niterói, Guapimirim, Icaraí e Piratininga, além de Capivari de Baixo, em Santa Catarina. A ação envolve o cumprimento de medidas judiciais e o bloqueio de bens e contas dos investigados.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha movimentou aproximadamente 1 milhão de reais com o esquema. O grupo utilizava dados de pessoas como laranjas para formalizar financiamentos de alto valor, já com a intenção de não quitar as parcelas. Carros com a alienação fiduciária era bloqueados, e os suspeitos negociavam as dívidas com instituições financeiras por valores menores.

O golpe era coordenado por diferentes núcleos, incluindo um responsável pelo planejamento estratégico e jurídico, e outro pela falsificação de documentos financeiros. Em seguida, os veículos eram regularizados, reinseridos no mercado e revendidos pelo valor original, gerando lucro ilícito significativo.

Como funciona o esquema, na prática:

  • Laranjas serviam para formalizar financiamentos sem autorização dos proprietários.
  • Carros com alienação fiduciária eram bloqueados pela instituição financeira.
  • Debitos eram negociados a valores inferiores aos devidos.
  • Veículos eram restabelecidos à venda após regularização, ampliando o retorno financeiro.

A polícia pede que pessoas prejudicadas entrem em contato para colaborar com a identificação dos envolvidos e das etapas do golpe, com objetivo de intensificar as investigações e responsabilizações.

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