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Reforma tributária: IA essencial para revisão de contratos em larga escala

Reforma tributária, em vigor até 2033, obriga revisão de milhares de contratos; IA surge como ferramenta essencial para ganhar escala e evitar perdas

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  • A Reforma Tributária, implementada em janeiro de 2026 com transição até 2033, exige que empresas revisem milhares de contratos para evitar perdas financeiras e insegurança jurídica.
  • Em 2026 as regras estão em fase de teste e passam a valer com multas a partir de 2027; as companhias têm, na prática, oito meses para se organizar.
  • Um exemplo citado: uma empresa com cerca de 3 mil contratos ativos precisará revisar cerca de 100 contratos críticos por mês até o fim do ano.
  • Plataformas como o Docusign IAM, com IA aplicada à gestão de contratos, ganham relevância para acelerar leitura, classificação de cláusulas e sugestões de ajustes.
  • A IA auxilia na extração de informações-chave e na busca por termos, prometendo redução de até 80% no tempo de busca e até 94% de ganho de agilidade na criação e revisão de contratos, sem substituir a decisão humana.

A Reforma Tributária, implementada em janeiro de 2026 e com transição até 2033, impõe às empresas brasileiras a revisão de milhares de contratos com clientes e fornecedores em prazos curtos. Sem isso, há risco de perdas financeiras e insegurança jurídica, principalmente para contratos sensíveis à nova lógica de cobrança.

Especialistas alerta que a reforma muda a formação de preços e exige revisão estrutural de relações contratuais. Tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS serão substituídos por modelos como CBS e IBS, com cobrança no destino e maior dependência da redação contratual.

Em um panorama de adoção gradual, a revisão de contratos precisa ocorrer com rapidez. Segundo a Deloitte, empresas com contratos ativos podem precisar revisar centenas de acordos críticos mensalmente até o fim do ano, para evitar gargalos regulatórios.

Escala operacional e tecnologia

Para vencer o desafio sem ampliar rapidamente equipes, as companhias buscam soluções tecnológicas que escalem a revisão de contratos. Plataformas com gestão inteligente de acordos, apoiadas por IA, ganham protagonismo nesse contexto.

A Docusign, pioneira em assinatura eletrônica, posiciona-se como plataforma de gestão de acordos, integrando criação, formalização e gestão em um único ambiente, com dados estruturados conectados a outras áreas.

Segundo estudo da Deloitte apresentado no Momentum 26, 62% das empresas têm dificuldade em localizar contratos e metade enfrenta gargalos nos fluxos de aprovação, questões que a reforma acentua. A consultoria aponta a urgência de transformar o processo de contratos.

IA como diferencial

A Docusign aposta na IA para o universo contratual: o IAM identifica cláusulas, classifica documentos e sugere ajustes conforme políticas definidas pela empresa. Tarefas manuais, como leitura de contratos, passam a ser automatizadas, reduzindo prazos de revisão.

A ferramenta extrai informações estratégicas, como locais de entrega, essenciais no modelo de tributação baseado no destino. O motor de IA Iris foi desenvolvido com base em mais de 200 milhões de contratos consentidos por clientes.

A equipe da Docusign afirma que Iris oferece maior precisão que modelos de linguagem genéricos, com ganhos de até 80% na busca por termos e até 94% na agilidade de criação e revisão de contratos. A IA atua como suporte à decisão humana, assegurando governança, segurança de dados e transparência.

Impacto na relação com parceiros

A leitura de contratos em larga escala também afeta relações com clientes e fornecedores. Empresas devem demonstrar transparência, segurança e precisão no uso de IA para manter a confiança e cumprir as novas regras.

Momentum 26: outros destaques

O evento abordou, além da Reforma Tributária, temas relevantes para o ambiente corporativo, incluindo um debate sobre uso responsável de IA para proteger capacidades cognitivas. Também houve a premiação Docusign Customer Awards 2026, reconhecendo cases de eficiência e redução de custos em organizações como Itaú Gestão de Ativos, Milky Moo, CIEE e Fundação Roberto Marinho.

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