- Renault mira a Índia entre os três principais mercados globais até 2030 e pretende conquistar cerca de cinco por cento do mercado indiano até o fim da década.
- A aposta é em veículos elétricos e híbridos, com expectativa de que essas opções representem metade das vendas no país até 2030.
- A Índia, terceiro maior mercado automotivo do mundo, deve responder pela recuperação de participação da Renault globalmente, atualmente abaixo de um por cento.
- As vendas na Índia devem alcançar seis milhões de veículos até 2030, um aumento de cerca de trinta e seis por cento em relação a 2025.
- A Renault planeja sete modelos no país até o final da década, com plataforma modular que permite lançar veículos de diferentes tamanhos com alto conteúdo local.
A Renault anunciou nesta quinta-feira (16) que mira a Índia para impulsionar suas vendas com veículos elétricos e híbridos. O comunicado foi feito pelo CEO global, François Provost, em Chennai, no sul do país.
A empresa quer colocar a Índia entre os três principais mercados da marca até 2030 e estimar que detém cerca de 5% do share local até o final da década. O objetivo foi apresentado a jornalistas durante o evento.
Segundo Provost, a Índia, terceira maior região automotiva mundial, deve desempenhar papel-chave no desenvolvimento de novos modelos e no crescimento global da Renault. A marca vem retornando ao mercado indiano.
A Renault entrou na Índia em 2005 e, em 2012, lançou o SUV Duster, que ajudou a empresa a atingir cerca de 4% de participação. Hoje, a participação é inferior a 1%.
A estratégia aposta em veículos elétricos para reconquistar espaço. Provost projetou que elétricos e híbridos responderiam por cerca de metade das vendas na Índia até 2030.
Plano de produção e plataforma
A Renault fabrica majoritariamente na Índia com base em uma plataforma para veículos compactos e utilizou recentemente uma plataforma modular para o Duster, segundo o presidente da empresa no país, Stephane Deblaise.
Essa nova plataforma modular permitiria lançar modelos de diferentes tamanhos com alto conteúdo local, mantendo preços competitivos para o mercado interno e para exportação.
A empresa planeja ter sete modelos na Índia até o fim da década: os quatro atuais, mais três lançamentos.
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