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S&P 500 e Nasdaq atingem novas máximas históricas apesar de guerra no Irã

Índices dos EUA atingem recordes, sinalizando resiliência diante do bloqueio pelo estreito de Hormuz e revisão para baixo do crescimento global

Bobby Charmak works on the floor at the New York Stock Exchange, 7 April 2026
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  • O S&P 500 fechou em 7.022 pontos e o Nasdaq atingiu recorde acima de 24.000, mesmo com o conflito com o Irã e o bloqueio no Estreito de Hormuz.
  • O Dow Jones Industrial Average caiu 0,15% e permanece bem abaixo de seu topo histórico.
  • O Brent ficou em torno de 96,5 dólares por barril e o WTI em cerca de 92,5, mantendo níveis elevados que alimentam preocupações com a inflação.
  • O Fundo Monetário Internacional reduziu a projeção de crescimento global para 2026, para 3,1%, com inflação prevista em 4,4% neste ano.
  • Investidores parecem apostar na possibilidade de reabertura do Estreito de Hormuz e em avanços diplomáticos entre EUA e Irã, com apoio de fortes resultados corporativos.

O S&P 500 e o Nasdaq atingiram recordes históricos nesta quarta-feira, apesar do conflito com o Irã continuar, o Estreito de Hormuz permanecer bloqueado e previsões de crescimento global serem revistas para baixo com a inflação em alta. O mercado parece mirar na desescalada e na força das empresas.

O S&P 500 fechou em alta de 0,8%, aos 7.022 pontos, superando o pico anterior de janeiro. O índice está 11% acima do fundo de 30 de março, após cair 9% no mês passado. O Nasdaq Composite subiu 1,6%, acima de 24 mil pontos.

O Dow Jones caiu modestamente, 0,15%, e permanece bem abaixo de sua máxima histórica. O movimento ocorreu apesar de choques logísticos no tráfico pelo Estreito de Hormuz, uma rota-chave para cerca de 20% do petróleo global, com disruptions desde fevereiro.

A suspensão do tráfego marítimo ocorre após ações do Irã e da resposta naval dos EUA, que bloquearam portos iranianos. O Comando Central dos EUA informou que dez embarcações foram desviadas e nenhuma ultrapassou a linha de bloqueio desde segunda-feira.

O preço do petróleo se manteve elevado, com Brent próximo de 96,5 dólares por barril e WTI em 92,5 dólares no momento da leitura, sustentando preocupações inflacionárias. A inflação e o crescimento global foram revisados pela IMF para baixo.

Perspectivas macroeconômicas

A IMF reduziu a projeção de crescimento global para 2026, para 3,1% (de 3,3%). A agência aponta choques de energia e interrupções de oferta como principais fatores. A inflação média de 2024 é estimada em 4,4% sob cenários de conflito breve.

Vários analistas destacam fatores de apoio ao mercado, como a possibilidade de retomada rápida do fornecimento de petróleo e sinais de descompressão diplomática. Executivos apontam consumo robusto nos EUA e potencial para negócios e IPOs.

Ações ligadas a tecnologias, especialmente aquelas associadas à IA, contribuíram para a alta do Nasdaq, mesmo com projeções macro mais contidas. Sobre o setor, investidores avaliam o impacto de gastos em tecnologia e infraestrutura.

Desempenho setorial e senso de mercado

Especialistas veem extensões de cessar-fogo como fator de alívio. Um repique de negociação sugeriria um dano inflacionário e econômico limitado caso a violência termine com brevidade. Analistas ressaltam a resiliência de lucros do S&P 500.

Dados de resultados trimestrais apontam para lucros combinados superiores a 605 bilhões de dólares para o S&P 500, em revisão para cima de expectativas anteriores. O mercado acompanha a temporada de resultados e o apetite por ativos de maior crescimento.

Interlocutores destacam que o cenário atual tende a favorecer o que já se mostrou estável, com foco em qualidade de balanços e na recuperação de cadeias de suprimento. A avaliação de risco permanece dependente do desfecho diplomático no Golfo.

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