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27,5 milhões vivem inadimplência recorrente com média de R$1,1 mil

27,5 milhões estão inadimplentes de forma recorrente; dívidas médias ficam em torno de R$ 1,1 mil, com múltiplas pendências que pressionam o consumo

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  • Ao menos 27,5 milhões de pessoas têm o nome negativado, com dívidas médias de R$ 1,1 mil, segundo levantamento da Assertiva.
  • Em 2025, esses CPFs foram consultados 57,3 milhões de vezes, o que equivale a cerca de duas consultas por pessoa, sinalizando dificuldade de sair da inadimplência.
  • O endividamento está pulverizado entre homens e mulheres, com maior concentração entre 36 e 45 anos (22,77%).
  • Entre quem tem uma pendência, a dívida média é de R$ 1.167,67; com duas dívidas, cai para R$ 813,40 por débito, e diminui conforme o número de dívidas aumenta.
  • O governo discute o Desenrola 2.0, com descontos e mecanismos para evitar reincidência; o Banco Central mostra que, em menos de dois anos após o fim do programa, o calote novo superou 15% o total renegociado, totalizando R$ 171,4 bilhões em crédito com atraso superior a 90 dias em fevereiro de 2026.

O Brasil tem ao menos 27,5 milhões de pessoas com o nome negativado e dívidas médias em torno de R$ 1,1 mil, segundo levantamento da Assertiva obtido pela CNN. O endividamento é disseminado, recorrente e concentrado em valores baixos.

Ao longo de 2025, esses CPFs foram consultados 57,3 milhões de vezes, o equivalente a quase duas consultas por pessoa no período, indicando dificuldade de saída da inadimplência.

O perfil dos endividados é equilibrado entre homens (50,74%) e mulheres (49,26%), sem predomínio de gênero. A maior concentração fica entre 36 e 45 anos, com 22,77% dos casos, segundo a análise.

Entre 46 e 55 anos aparecem 18,44% e acima de 65 anos, 18,23%. A inadimplência não se restringe a grandes dívidas: para quem tem uma pendência, a média é R$ 1.167,67; com duas dívidas, cai para R$ 813,40 por débito.

Na prática, o padrão envolve múltiplas pequenas dívidas, ligadas ao orçamento cotidiano das famílias, e não financiamentos de alto valor. A observação reforça o caráter estrutural do endividamento no país.

“O valor médio das dívidas é próximo de mil reais, mas a concentração evidencia impacto significativo na força de trabalho”, afirma a Assertiva. A cada 651 mil CPFs, 2,7 milhões de dívidas aparecem nesses grupos.

Casos extremos indicam superendividamento, com pessoas registrando mais de 2 mil débitos em aberto. Esse cenário tem efeito direto sobre a economia, limitando crédito, consumo e poupança.

Desenrola 2.0 em avaliação

O governo avalia um novo pacote para renegociação de dívidas familiares, o Desenrola 2.0. A proposta deve prever descontos e mecanismos para evitar nova inadimplência, segundo fontes oficiais.

Dados do Banco Central compilados pela CNN mostram que, em menos de dois anos após o fim do programa anterior, o calote cresceu 15% sobre o total renegociado. Em fevereiro de 2026, o atraso superior a 90 dias atingiu R$ 171,4 bilhões em operações.

Entre as propostas está a criação de uma trava para restringir acesso a crédito caro, como rotativo e cheque especial, além de contrapartidas para incentivar educação financeira. O objetivo é reduzir a recorrência de dívidas.

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