- O aluguel de moradias no Brasil cresceu 54,1% em uma década, segundo o IBGE.
- O total de imóveis alugados passou de 8,4 milhões em 2012 para 12,9 milhões em 2022.
- O crescimento do aluguel foi maior do que o observado nas moradias próprias e em pagamento.
- Regiões metropolitanas concentram a maior parte dos imóveis alugados, especialmente nas capitais.
- A tendência é de continuidade do crescimento, impulsionada pela mobilidade, dificuldade de crédito e preferência por flexibilidade na moradia.
O mercado de aluguel de moradias no Brasil registrou crescimento de 54,1% ao longo de uma década, segundo o IBGE. A expansão ocorreu entre 2012 e 2022, período em que o montante de imóveis alugados passou de cerca de 8,4 milhões para aproximadamente 12,9 milhões.
Segundo a pesquisa, o aumento dos aluguéis foi superior ao observado nas moradias próprias e em pagamento, cujos números cresceram de forma mais modesta. A dinâmica reflete uma mudança no perfil de moradia adotado pela população, com maior predileção pelo aluguel.
O estudo aponta que regiões metropolitanas concentram a maior parte dos imóveis alugados, especialmente nas capitais, onde a demanda por moradia temporária e opções com maior flexibilidade é mais expressiva. A indústria imobiliária considera o crescimento como oportunidade para investidores e construtoras.
Motivações e impactos
O IBGE pontua que o aumento também está ligado à maior oferta de imóveis de alta qualidade e infraestrutura, atraindo um público de locatários com padrões mais exigentes. Além disso, fatores como mobilidade populacional, dificuldade de acesso ao crédito e a busca por flexibilidade ajudam a explicar a tendência.
Especialistas do setor projetam continuidade do desenvolvimento do aluguel, acompanhando mudanças demográficas e tendências do mercado. A ampliação da oferta pode contribuir para reduzir o déficit habitacional no país ao longo do tempo.
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