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Bancos centrais podem rever estratégia de cortes de juros, diz Durigan

Ministro da Fazenda diz que bancos centrais podem recuar cortes de juros por impactos da guerra; Brasil lidera debate global e mira retomada com a Venezuela

'O Brasil está em boa posição comparado com países da Ásia e África', diz Dario Durigan
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  • Bancos centrais de várias nações podem precisar reavaliar cortes de juros devido aos impactos da guerra entre EUA e Irã.
  • Brasil chamou atenção e liderou o debate sobre respostas temporárias à guerra durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington.
  • Durigan afirma que o Brasil está em boa posição em comparação a países da Ásia e da África.
  • Houve sinalizações positivas sobre a importância do Fundo Florestas Tropiais para Sempre (TFFF), com participação de Espanha, China e outros países.
  • O FMI e o Banco Mundial intensificam negociações com a Venezuela, com expectativa de retomada do desenvolvimento e participação do país em organismos internacionais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira que bancos centrais de todo o mundo podem ser obrigados a reconsiderar cortes de juros por causa dos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã. A declaração foi feita em Washington, durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial.

Durigan destacou que o Brasil liderou a discussão sobre respostas temporárias voltadas à guerra, na atualidade. Segundo ele, o país participou ativamente das conversas e se posiciona de forma a influenciar decisões globais.

O ministro também ressaltou a importância de tratar questões estruturais em agendas internacionais. Entre os temas citados, mencionou o TFFF, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, com sinalizações positivas de Espanha, China e outros países.

Venezuela

Durigan enfatizou a retomada das negociações entre o FMI, o Banco Mundial e a Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez. A expectativa, segundo ele, é alta para avanços econômicos.

Para a América Latina e o Caribe, o ministro afirmou que é crucial que a Venezuela retome o caminho do desenvolvimento, tenha assento nos Bretton Woods e em instituições como o CAF e o BID.

O FMI, por meio da diretora-geral Kristalina Georgieva, informou hoje que negociações com a Venezuela estão em curso, após suspensas desde 2019 devido a questões de reconhecimento governamental.

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