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Bitcoin sobe após abertura do estreito de Ormuz e recupera níveis de fevereiro

Bitcoin sobe quase 5% em 24 horas, perto de US$ 78 mil, após abertura do estreito de Ormuz reduzir tensões e impulsionar liquidez nos mercados

Una ilustración del presidente de Estados Unidos, Donald Trump, fuera de una establecimiento de intercambio de cripto en Hong Kong.
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  • Bitcoin subiu cerca de 5% nas últimas 24 horas, atingindo aproximadamente $78.000, nível não visto desde o início de fevereiro.
  • O estreito de Ormuz foi reaberto pelo Irã, garantindo passagem de navios comerciais até o fim do alto do fogo com os EUA, o que animou os mercados.
  • Ethereum e XRP avançaram mais de 6% no mesmo período, impulsionados pela melhor percepção de liquidez e confiança dos investidores.
  • As bolsas globais recuperaram o tom, com o petróleo em queda; o Bitcoin tem mostrado resiliência frente à volatilidade do mercado.
  • Analistas alertam para cautela: a relação entre mercado à vista e derivativos segue desfavorável, com risco de short squeeze caso o rali continue; bancos de peso passaram a lançar produtos ligados a Bitcoin.

Bitcoin reagiu ao anúncio da reabertura do estreito de Ormuz e voltou a operar em patamares vistos pela última vez em fevereiro. A criptomoeda subiu cerca de 5% nas últimas 24 horas, chegando a aproximadamente 78 mil dólares. Iran abriu passagem aos navios comerciais até o fim do cessar-fogo com os EUA, reduzindo tensões no curto prazo.

O movimento ocorreu após a declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araghchi, de que o estreito estaria novamente aberto, o que diminui o risco de interrupções no abastecimento global de petróleo. O petróleo caiu enquanto ações em Wall Street e na Europa se recuperaram, fortalecendo o cenário de liquidez para ativos de risco, incluindo as criptomoedas.

Analistas destacam que a notícia elevou a confiança entre investidores, com bitcoin ganhando terreno frente ao S&P 500 e ao ouro nas últimas semanas. A máxima histórica permanece distante, mas o ativo já demonstra correlação com ativos de risco e pode ampliar ganhos conforme evoluem os fatos geopolíticos, dizem especialistas.

Perspectivas e participação institucional

Javier Molina, da eToro, aponta que, no curto prazo, o bitcoin segue ligado ao risco geopolítico, mas pode se descolar no médio prazo, à medida que investidores institucionais ganham protagonismo e avaliam o papel da criptomoeda como hedge ou como ativo de especulação.

Além do fator geopolítico, notícias de grandes players reforçam o atual ímpeto. Goldman Sachs solicitou autorização para um ETF de bitcoin, enquanto Morgan Stanley lançou um fundo cotizado que acompanha o preço da criptomoeda. Esses movimentos são vistos como marco para a penetração institucional no setor.

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